Principal / NOTÍCIAS / Brasil começa com três vitórias no Margaret River Pro.
Brasil começa com três vitórias no Margaret River Pro.

Brasil começa com três vitórias no Margaret River Pro.

Ian Gouveia. Foto: Sloane – WSL

O Drug Aware Margaret River Pro apresentou uma onda nova para abrir o segundo desafio do World Surf League Championship Tour 2017 na costa ocidental da Austrália. Pela primeira vez, uma etapa válida pelo título mundial foi disputada nas direitas de North Point e três jovens brasileiros estrearam com vitórias, derrotando os cabeças de chave das suas baterias. O novato na elite do CT, Ian Gouveia, bateu o líder do ranking, Owen Wright. O convidado desta etapa, Jessé Mendes, ganhou o confronto verde-amarelo com Gabriel Medina e Wiggolly Dantas. E o melhor estreante do ano em 2016, Caio Ibelli, superou Joel Parkinson na onda surfada no último minuto. Mas, os derrotados na quarta-feira terão uma segunda de classificação para a terceira fase nos duelos eliminatórios da repescagem.

O pernambucano Ian Gouveia surfou um dos três melhores tubos do dia nas difíceis condições do mar para competir em North Point, com longos intervalos entre as séries e poucas ondas boas entrando nas baterias. A nota 8,0 que garantiu a vitória do filho de Fábio Gouveia sobre os australianos Connor O´Leary e Owen Wright, que estreava com a lycra amarela do Jeep WSL Leader, só foi superada duas vezes na quarta-feira.

Primeiro pelo francês Jeremy Flores, que ganhou 8,10 para derrotar o campeão mundial Adriano de Souza e o australiano Adrian Buchan. E depois pelo defensor do título do Drug Aware Margaret River Pro, Sebastian Zietz, havaiano que achou um tubaço incrível que arrancou nota 10 unânime dos cinco juízes no confronto que fechou a primeira fase, contra o brasileiro Filipe Toledo e o australiano Ethan Ewing.

“Essa bateria foi realmente um sonho para mim”, disse Ian Gouveia. “Minha coisa favorita no surfe é pegar tubos de backside (de costas para a onda), então ter North Point só com outros dois caras na água é fantástico. Todos os brasileiros no circuito apoiam uns aos outros e quando eu vi o Jessé (Mendes) ganhar a bateria dele, fiquei muito empolgado e só queria ir lá fora surfar alguns tubos. Ainda bem que consegui e foi incrível vencer o Owen (Wright) aqui”.

Na disputa seguinte a da vitória de Ian Gouveia carimbando a lycra amarela do líder do ranking 2017 da World Surf League, o paulista Caio Ibelli só conseguiu surfar sua segunda onda no minuto final da bateria. Mas, a nota 2,83 recebida pelas duas manobras que fez, acabou sendo suficiente para tirar o primeiro lugar do experiente Joel Parkinson. Com ela somada ao 6,33 da sua primeira onda, Caio superou o australiano por 9,16 a 8,70 pontos e o potiguar Jadson André ficou em último nessa bateria, com apenas 4,80 nas duas notas computadas.

Jesse Mendes (Foto: Kelly Cestari – WSL)

BATERIA BRASILEIRA – Já a primeira classificação foi conquistada no confronto 100% verde-amarelo encabeçado pelo campeão mundial Gabriel Medina. Foi mais uma bateria fraca de ondas, mas o convidado da World Surf League para esta etapa, Jessé Mendes, ficou mais ativo buscando os tubos de North Point, até encontrar um bom que valeu nota 7,40 e confirmou a vitória em sua estreia em etapas da divisão de elite. Medina chegou a arriscar os aéreos para tentar vencer, porém sem completar as aterrisagens. E Wiggolly Dantas só conseguiu fazer manobras na onda que pegou nos segundos finais. Jessé então passou direto para a terceira fase com 11,07 pontos, contra 7,26 de Medina e 5,30 do Wiggolly.

“Eu sabia que ia ser uma bateria difícil”, falou Jessé Mendes. “Minha bateria realmente teve um monte de ondas e eu estava no lugar certo para pegar os tubos. Eu tinha surfado aqui a manhã toda, então eu meio que sabia onde sentar e procurei manter minha estratégia, que deu certo. Foi impressionante competir aqui nesse lugar e agradeço a Deus por ter me abençoado. O dia está bonito, as ondas estão bombando e é isso que a gente quer”.

A maioria das baterias foi encerrada com placares muito baixos, mostrando a dificuldade que os melhores surfistas do mundo encontraram para competir em North Point, pois muitos nunca tinham surfado essa onda na costa ocidental da Austrália. Além disso, as condições não eram a que todos esperavam, com as séries demorando bastante para entrar na bancada e os tubos fechando rapidamente. O tempo das baterias foi aumentado para 35 minutos, porém ainda assim, poucas ondas boas entravam para dividir entre três competidores.

Caio Ibelli (Foto: Sloane – WSL)

ESTREIA DE NORTH POINT – A comissão técnica aguardou até as 11h00 para iniciar o campeonato e Kelly Slater ganhou a primeira bateria somando apenas 8,07 pontos nas duas notas computadas. O também norte-americano Kolohe Andino venceu a segunda por 8,77 e o australiano Jack Freestone só precisou de 6,77 para levar a terceira, derrotando o brasileiro Miguel Pupo e o vice-líder do ranking, Matt Wilkinson. Só na quarta bateria entraram melhores ondas e o sul-africano Jordy Smith pegou bons tubos para superar o norte-americano Nat Young, substituto do contundido Italo Ferreira, por 13,76 a 12,00 pontos.

O segundo a ultrapassar os 13 pontos foi o atual campeão mundial, John John Florence, que usou o aéreo para vencer o confronto realizado logo após a vitória de Jessé Mendes na bateria brasileira com Gabriel Medina e Wiggolly Dantas. O estreante Ian Gouveia aproveitou a boa hora do mar e na disputa seguinte surfou um tubo difícil de backside que valeu a maior nota do dia até ali – 8,0. Com ela, superou o australiano Connor O´Leary por 12,50 a 12,40 pontos e Owen Wright ficou em último na sua primeira defesa da lycra amarela do Jeep WSL Leader.

O Brasil continuou na água e em dose dupla com Caio Ibelli e Jadson André enfrentando Joel Parkinson, que liderou quase toda a bateria. Mas, Ibelli conseguiu a virada quando surfou sua segunda onda no minuto final, derrotando o australiano por 9,16 a 8,70 pontos. O campeão do Drug Aware Margaret River Pro em 2015, Adriano de Souza, estreou no confronto seguinte e começou na frente, até o francês Jeremy Flores achar um tubaço que valeu nota 8,10 para conseguir a vitória por 12,60 a 10,50 do brasileiro.

Sebastian Zietz (Foto: Sloane – WSL)

NOTA 10 FECHA O DIA – Só faltava Filipe Toledo para completar a participação verde-amarela no confronto que fechou a quarta-feira em North Point. O vento já estava bem mais forte afetando a formação dos tubos e as condições ficaram ainda mais difíceis, quase sem ondas nas últimas baterias do dia. Na penúltima, Josh Kerr simplesmente não conseguiu surfar nenhuma e o também australiano Julian Wilson venceu por apenas 4,90 pontos.

E a última chegou a ser reiniciada após 15 minutos sem entrar nada de ondas. Só que no final, o havaiano Sebastian Zietz teve muita sorte em pegar uma direita da série para se entocar num tubaço incrível, passar ileso por várias placas e sair na baforada para ganhar nota 10 unânime dos cinco juízes. Com ela, totalizou 14,83 pontos para se tornar o recordista absoluto do dia em sua primeira defesa do título de campeão do Drug Aware Margaret River Pro.

DUELOS ELIMINATÓRIOS – Os vencedores das baterias passaram direto para a terceira fase e os perdedores vão ter que encarar uma rodada extra, disputando as primeiras eliminatórias do campeonato. Gabriel Medina vai abrir a segunda fase enfrentando o surfista local de M-River e vencedor da triagem, Jacob Willcox. Depois, tem um duelo brasileiro do também campeão mundial Adriano de Souza com Jadson André na quinta bateria e só um continuará na disputa do título em Margaret River.

Gabriel Medina (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Na seguinte, Filipe Toledo vai tentar vencer sua primeira bateria na temporada contra um dos estreantes na elite desse ano, Joan Duru, da França. Outro paulista de Ubatuba, Wiggolly Dantas, também não ganhou nenhuma na Austrália e o próximo adversário é o reforço da Austrália no CT 2017, Connor O´Leary, na décima bateria. E Miguel Pupo disputa a última vaga para a terceira fase em mais um confronto direto entre Brasil e Austrália com Stu Kennedy.

O Drug Aware Margaret River Pro está sendo transmitido direto da Austrália pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e pelo Facebook Live através da página da World Surf League no Facebook, passando ao vivo também pela ESPN+ e globoesporte.com no Brasil, CBS Sports Network nos Estados Unidos, Fox Sports na Austrália, SKY NZ na Nova Zelândia, SFR Sports na França e em Portugal e EDGE Sports Network na China, Japão, Malásia e outros territórios asiáticos.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, promovendo os eventos que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL já possui uma enorme legião de fãs apaixonados em todo o planeta que acompanha as performances dos melhores surfistas do mundo, como Gabriel Medina, John John Florence, Adriano de Souza, Kelly Slater, Stephanie Gilmore, Greg Long, Makua Rothman, Carissa Moore, entre outros, competindo no mais imprevisível e dinâmico campo de jogo entre todos os esportes no mundo, que é o mar.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

———————————————————–

Por: Surf Today / Fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

 

Sobre JR Mirabelli

Comments are closed.

Voltar ao Topo