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Caio Ibelli confirma vaga no WCT e vai disputar o Quiksilver Pro France.

Caio Ibelli confirma vaga no WCT e vai disputar o Quiksilver Pro France.

Caio Ibelli. Foto: Laurent Masurel – WSL

Os brasileiros não repetiram as vitórias dos últimos anos nas principais etapas do WSL Qualifying Series em Portugal, mas dois conseguiram confirmar suas entradas na elite dos top-34 da World Surf League nas últimas provas importantes antes da “perna brasileira” da WSL South America. Primeiro foi Alex Ribeiro que quase ultrapassou a barreira dos 21.000 pontos no QS 10000 dos Açores. Agora foi o também paulista Caio Ibelli que garantiu sua vaga neste domingo com o vice-campeonato na final do QS 10000 Allianz Billabong Pro Cascais, vencida pelo norte-americano Kolohe Andino. Além da classificação para o WCT 2016, Ibelli também ganhou a chance de participar do Quiksilver Pro France, nona etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, que começa nesta terça-feira em Hossegor.

“Estou muito feliz pelos 8.000 pontos (do segundo lugar) e amarradão também por fazer minha primeira final em etapas do QS 10000. Ainda estou esperando uma confirmação oficial da WSL, mas entrar no WCT é o meu maior sonho, é tudo o que eu sempre quis”, disse Caio Ibelli, logo após a bateria final. “Eu só queria ter encontrado melhores ondas nessa final, mas tudo bem porque o segundo lugar também foi um bom resultado. O meu relógio parou um pouco antes da final começar, então fiquei meio perdido lá fora, mas fiz o melhor que pude nas ondas que peguei e estou feliz pela chance de participar do WCT já nessa semana na França”.

A oportunidade surgiu quando o sul-africano Jordy Smith e o australiano Matt Banting cancelaram suas participações por ainda não estarem 100% recuperados de contusões. Para ficar com uma vaga, Caio Ibelli precisava chegar na grande final em Cascais para superar o australiano Jack Freestone e assumir a segunda posição no ranking do WSL Qualifying Series, que passou a ser liderado pelo californiano Kolohe Andino. O catarinense Alejo Muniz foi o primeiro a confirmar vaga no CT 2016 quando venceu o QS 10000 da África do Sul.  Em Portugal, mais quatro garantiram seus nomes, Caio Ibelli, Alex Ribeiro, o campeão do QS 10000 SATA Azores Pro, Jack Freestone, e Kolohe Andino com a vitória no Allianz Billabong Pro Cascais.

Restam então cinco vagas para fechar a lista dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series para completar o grupo dos 34 que vai disputar o título mundial do ano que vem no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. No momento, elas estão com o norte-americano Kanoa Igarashi, os australianos Ryan Callinan e Adam Melling e os franceses Maxime Huscenot e Joan Duru. O cearense Michael Rodrigues chegou a figurar no G-10 em Cascais, mas acabou sendo tirado da lista por Adam Melling e ficou na porta de entrada, em 14.o lugar no ranking que está confirmando até o 13.o colocado.

Agora a batalha pelas últimas cinco vagas será travada nas três etapas da “perna brasileira” da WSL South America. Michael Rodrigues pode entrar na zona de classificação se repetir a vitória do ano passado conquistada na etapa catarinense do WSL Qualifying Series. O QS 6000 Red Nose Pro Florianópolis SC vai abrir esta série decisiva nos dias 20 a 25 de outubro na Praia do Santinho. Da Ilha de Santa Catarina para a igualmente linda Costa do Cacau no Sul da Bahia, onde o QS 60000 Mahalo Surf Eco Festival vai agitar a cidade de Itacaré do dia 27 a 1.o de novembro na Praia da Tiririca. Depois, tem o último QS 10000 antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana, de 2 a 9 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.

MAIORIA AMERICANA – Diferente da maioria das etapas do QS 10000 esse ano dominadas pelos brasileiros, os norte-americanos chegaram em maioria no último dia do Allianz Billabong Pro Cascais, com quatro surfistas divididos nas baterias das quartas de final. Caio Ibelli e Wiggolly Dantas eram a esperança do Brasil manter a hegemonia de títulos nesta etapa desde a sua segunda edição em 2011. O potiguar Jadson André foi bicampeão nas duas últimas, mas perdeu logo na primeira bateria do campeonato. Caio e Wiggolly despacharam os norte-americanos Conner Coffin e Evan Geiselman, respectivamente, mas acabaram se encontrando nas semifinais.

Dois norte-americanos disputaram a primeira vaga na grande final em um duelo eletrizante encerrado em 18,30 a 16,74 pontos. Kolohe Andino e Patrick Gudauskas deram um show nas ondas de 4-6 pés do domingo na Praia do Guincho, fazendo os dois maiores placares do dia até ali. Mas, Caio Ibelli também achou boas ondas e acertou as manobras no confronto brasileiro com Wiggolly Dantas para vencer por 17,40 pontos. Com a classificação para a sua primeira final em etapas do QS 10000, Caio já ultrapassava o australiano Jack Freestone no ranking e ficava com a última vaga para o Quiksilver Pro France.

Ele é o décimo brasileiro entre os 36 participantes da etapa francesa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour que começa nessa terça-feira em Hossegor. Além dos sete integrantes da “seleção brasileira” do WCT, com o campeão mundial Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Wiggolly Dantas, Jadson André e Miguel Pupo, os catarinenses Alejo Muniz e Tomas Hermes já estavam escalados na primeira rodada substituindo o aposentado havaiano Fredrick Patacchia e o australiano Taj Burrow, ausente pelo nascimento do seu primeiro filho.

Kolohe Andino (Foto: Laurent Masurel - WSL)
Kolohe Andino (Foto: Laurent Masurel – WSL)

O norte-americano Kolohe Andino também faz parte da elite mundial deste ano, mas estava fora dos 22 primeiros do ranking que são mantidos no grupo dos top-34 para o ano que vem. Agora ele já confirmou sua permanência pelo G-10 do WSL Qualifying Series, assumindo a liderança do ranking com a vitória sobre Caio Ibelli na decisão do QS 10000 Allianz Billabong Pro Cascais em Portugal.

O californiano já começou bem a bateria final para largar na frente com nota 7,67. O mar estava em transformação, com poucas ondas boas e Caio Ibelli falhou nas três primeiras que escolheu para surfar. Enquanto isso, Kolohe ia abrindo vantagem somando 4,93, que depois trocou por 5,30. O brasileiro, enfim, surfa sua primeira onda boa e recebe 7,10, mas Kolohe também acha outra com potencial para mostrar suas manobras modernas e arrancar 8,90 dos juízes. Com essa nota, praticamente confirmou a vitória por 16,57 a 11,97 pontos pela difícil condição do mar, faturando o prêmio máximo de 40 mil dólares e os 10.000 pontos no ranking do WSL Qualifying Series.

“A maré baixou muito e ficou realmente difícil de achar as ondas certas, mas eu procurei ficar calmo e fiquei amarradão quando consegui aquela nota 8,90”, disse Kolohe Andino. “Meus braços já estavam cansados de tanto remar e eu estou exausto, mas muito feliz pela vitória. Agora estou praticamente garantido no WCT e vou poder surfar mais tranquilo nas próximas etapas que vêm por aí”.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, onde você pode acompanhar todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e a qualquer hora onde acontecer. As sanções da WSL são para os seguintes circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Pro Junior e Longboard. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York. A WSL também tem sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos na África, Ásia, Austrália, Europa, Havaí, América do Norte e América do Sul.

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Por: Surf Today / Fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

Sobre JR Mirabelli

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