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Chegou a solução para resolver o eterno problema da falta de bons fundos para quebrarem altas ondas em nossas praias, chama-se pista de surf “FLEXREEF”.

Chegou a solução para resolver o eterno problema da falta de bons fundos para quebrarem altas ondas em nossas praias, chama-se pista de surf “FLEXREEF”.

 

Já imaginou uma praia como Ipanema quebrando assim? Foto e montagem: Flexreef.

Motivados com a inclusão do surf como modalidade olímpica para 2020, em Tóquio, os nossos surfistas, brevemente, poderão treinar em um inovador equipamento que se apresenta como a solução para resolver o eterno problema da falta de bons fundos para a quebra das ondas em nossas praias. Chama-se pista de surf Flexreef.

Esta inovadora pista, a ser instalada no leito submerso da zona de arrebentação de nossas praias, é composta por diversos colchões vinílicos preenchidos com água marinha que são amarrados por cabos náuticos e ancorados por estacas metálicas.  Por ser composto por elementos leves, lonas e cabos, o sistema é sustentável, facilmente removível e transportável e não causará  nenhum impacto ambiental:

“É como se instalássemos um palanque para shows na praia por certo período de tempo. Só que é no leito arenoso submerso da zona de arrebentação, onde não há qualquer vegetação. Depois retiramos tudo e a praia volta à mesma situação anterior. Sem quaisquer passivos ambientais”, esclarece Mauro Cid, autor do projeto, arquiteto e surfista.

Flexreef

Flexreef

O projeto da pista Flexreef teve inicio há oito anos e seu desenvolvimento foi assessorado por diversos especialistas a partir de estudos acadêmicos relativos a índices oceanográficos, volumetria necessária, impactos ambientais, correto posicionamento, etc. Devido à peculiaridade do projeto, optou-se a realizar os testes na própria praia, e não em piscinas, pois a técnica a ser dominada se refere à resistência dos materiais, ancoragens etc, o que só é possível no ambiente marinho, muitas vezes hostis e pesados de uma ressaca

“Em relação a impactos à morfologia da praia, estes também são mais do que conhecidos pela academia e são positivos. Provocará uma efêmera engorda da praia e um amortecimento do impacto das ondas na praia. Após a retirada da pista, a praia retornará a seu estado natural”, acrescenta Mauro Cid.

Mauro Cid, o autor do Flexreef. Foto: divulgação.

Mauro Cid, o autor do Flexreef. Foto: divulgação.

Seguramente, points de surf com ondas perfeitas conseguem atrair grande público e trazem diversos benefícios como:  incentivos ao turismo, comércio, empregos, inclusão social, incentivo aos esportes, proteção costeira etc. Como ação de responsabilidade social, pretende-se incentivar escolinhas de surf que fazem serviços comunitários de inclusão social. Estamos vendo nas Olimpíadas, vários exemplos de quanto o esporte inclui socialmente, transformando crianças de comunidades carentes em verdadeiros campeões olímpicos.

“Acredito que, principalmente nos momentos de crise, devemos ser criativos para gerar empregos e renda para todos. Este é um projeto que poderá contribuir, com sustentabilidade, para o desenvolvimento de toda a comunidade local e também em outras cidades litorâneas do Brasil. É necessária apenas 1% da praia por certo período de tempo. Os outros 99% estarão lá do mesmo jeito de sempre”, opina Mauro Cid.

Quem também apoia o projeto é o campeão mundial de ondas gigantes, Carlos Burle: “A iniciativa do Flexreef é muito importante para evolução do surf nacional. Com ela, nós teremos acesso a ondas de qualidade, onde o surfista, profissional ou amador brasileiro, poderá evoluir sua técnica sem precisar viajar”.

“Sem dúvida, a atratividade que uma onda perfeita tem é extremamente grande, fazendo com que surfistas, atualmente, se desloquem para o outro lado do mundo atrás delas. Poderemos inverter o sentido destes deslocamentos”, afirma o autor Mauro Cid.

Em 2014, o projeto teve aprovação e foi selecionado pela Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) no Edital de Incentivo aos Esportes. Como a Faperj não liberou os recursos, o autor do projeto, o surfista e arquiteto Mauro Cid decidiu lançar uma campanha de financiamento coletivo para custear os testes do protótipo da primeira pista na Praia de Tucuns, em Búzios. E, posteriormente, buscar patrocinadores não só para complementar a pista, mas também para instalar pistas por todo litoral brasileiro, e assim permitir o acesso gratuito a todos, permitindo também a realização de eventos e campeonatos em condições clássicas.

Tentativas anteriores foram realizadas, alguns anos atrás, pela empresa neozelandesa ASR que instalou um fundo artificial na praia de Kovalam, na Índia, composto de vários sacos de lonas geotêxtil preenchidos com areia.

Durante os primeiros meses proporcionou boas ondas, porém os sacos de areia foram afundando devido à erosão, e, aos poucos foi perdendo a sua efetividade. Alto custo para um curto período. Flexreef, por ser removível e temporário, já considerou esta condição natural em seu projeto.

Surfing Park Flexreef. Montagem: divulgação.

Surfing Park Flexreef. Montagem: divulgação.

O homem já chegou à Lua, mas até a presente data ainda não dominou a quebra das ondas marinhas. O sucesso deste projeto 100% nacional será motivo de orgulho a todos os brasileiros. Mas, apesar de toda a repercussão positiva na fanpage, quase 12.000 curtidas, a campanha, até o momento, arrecadou apenas 10% da meta.

“É meio frustrante esta baixa contribuição, visto que é um projeto que poderá solucionar um problema crônico de nossas praias e de forma sustentável. Nós brasileiros, que sempre sonhamos com fundos artificiais, temos a chance de fazer a diferença, pois é um projeto 100% brasileiro, mas os milhares de elogios e curtidas não se reverteram em contribuições. De qualquer maneira vamos iniciar a primeira etapa dos testes e vamos seguindo em frente”, lamenta Mauro Cid.

Quem quiser contribuir para o projeto poderá acessar a página da campanha, no link –www.kickante.com.br/flexreef, até o próximo dia 28 de agosto, onde poderá ajudar na realização deste brilhante projeto. As contribuições iniciam a partir de R$ 15,00 e tem ótimas recompensas, tais como, camisetas, refeições japa, aulas de meditação, estadias em pousada, doces, além do certificado do benfeitor.

“Como acreditamos que as pistas patrocinadas e gratuitas ficarão lotadas nos melhores dias, certamente haverá, em um segundo momento, uma demanda por parte dos próprios surfistas, para que se criem pistas com acesso controlado nas praias mais afastadas. Neste caso, a única solução seria obter uma concessão pública para criar pistas privativas, com a utilização paga por hora. Aí, quem contribuir na campanha e possuir um certificado de benfeitor terá um tratamento preferencial. Vamos em frente”, vislumbra o autor.

Aloha!

Pagina campanha – www.kickante.com.br/flexreef

Vídeo do autor – https://youtu.be/YHgF5RWgPZI

Fanpage Facebook – https://www.facebook.com/apistadaondaperfeita

Instagram – https://www.instagram.com/flexreef

Por: Surf Today / Fonte:  Tomás Ferreira

 

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