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Chloé Calmon é bicampeã do Longboard Pro Gaia em Portugal.

Chloé Calmon é bicampeã do Longboard Pro Gaia em Portugal.

Chloe Calmon e Emilien Fleury (Foto: Poullenot – WSL)

 

A carioca Chloé Calmon colecionou mais uma vitória inédita para a sua carreira, o bicampeonato no Longboard Pro Gaia em Portugal. Nesse ano, a brasileira de 22 anos de idade já largou na frente na disputa pelo título mundial de Longboard da World Surf League, vencendo em Papua Nova Guiné a primeira das duas etapas. A decisão será em novembro na Ilha Taiwan. Em Portugal, Chloé conquistou seu segundo troféu de campeã em Gaia, ganhando a final da também jovem norte-americana Rachael Tilly, 19 anos. No masculino, o Brasil parou nas semifinais, com Rodrigo Sphaier sendo barrado pelo campeão Emilien Fleury, na final francesa com Edouard Delpero.

Chloe Calmon (Foto: Poullenot – WSL)

“Eu me sinto muito bem aqui e Portugal é como uma segunda casa para mim”, disse Chloé Calmon. “Eu comecei a fazer a perna europeia no ano passado porque tem mais eventos de Longboard aqui e um nível muito forte. Parece que mais meninas escolheram fazer o mesmo este ano e foi ótimo poder competir contra todas elas mais vezes no ano, num nível alto de competição, em diferentes condições”.

Para chegar em sua segunda final consecutiva no Longboard Pro Gaia, Chloé Calmon venceu três baterias nas ondas de 2-3 pés da Praia Caninde Norte, em Gaia. Na primeira, derrotou a inglesa Emily Currie e a portuguesa Kathleen Barrigao por 12,00 pontos. Depois, despachou a japonesa Natsumi Taoka nas quartas de final por 15,24 a 11,17 e a norte-americana Lindsay Steireide por 15,30 a 13,07 nas semifinais.

Era a primeira das duas campeãs mundiais que a brasileira ia vencer no sábado em Portugal. Depois de bater a melhor longboarder da temporada 2011, conquistou o bicampeonato no Longboard Pro Gaia derrotando a de 2015 com o maior placar da semana na Praia Caninde Norte. Com a nota 8,67 da sua melhor apresentação, igualou o recorde de 16,40 pontos que Rachael Tilly registrou na sua bateria das quartas de final. Na grande final, a californiana só conseguiu 14,20 e Chloé Calmon festejou mais um título em Portugal.

“Este evento foi realmente desafiador, com as condições (do mar) mudando muito e o nível das meninas estava muito alto”, destacou Chloé Calmon. “Hoje (sábado), eu senti como se estivesse num evento do WLT (World Longboard Tour), surfando contra a Rachael (Tilly), a Lindsay (Steinreide), a (Taoka) Natsumi do Japão. Elas devem estar lá em Taiwan também e espero que a pressão por estar na frente não seja um problema para mim no evento. Sinto que estou bem preparada e só quero ir lá surfar o melhor que eu puder”.

Emilien Fleury (Foto: Poullenot – WSL)

FRANCÊS CAMPEÃO – Na categoria masculina, Emilien Fleury conquistou uma vitória de forma sensacional na final francesa com Edouard Delpero. A bateria foi encerrada em 17,43 a 16,60 pontos. Ambos computaram notas no critério excelente dos juízes, com suas combinações das manobras clássicas dos pranchões, como “hang ten” e “hang five”, com as mais modernas, como batidas e rasgadas nas ondas.

Delpero construiu uma boa vantagem com notas 8,53 e 8,07 seguidas e ainda fez outras boas apresentações que valeram 7,50, 7,53 e 7,70. Fleury começou com uma onda fraca de 6,00 pontos, falhou na segunda que pegou, mas na terceira acertou as manobras para tirar 8,33. Precisava de outra boa e só conseguiu 6,70 na primeira tentativa. Na seguinte, a onda abriu uma boa parede e ele arriscou tudo para arrancar 9,10 dos juízes e ficar com o título em Portugal. Com a vitória, passou a liderar o ranking europeu do Longboard Qualifying Series.

“É maravilhoso conseguir vencer o Edouard (Delpero) depois da nossa final em Newquay (Inglaterra) no ano passado”, lembrou Emilien Fleury. ‘Eu sabia que talvez tivesse uma chance de tirar uma nota alta naquela onda. Gostei da maneira como surfei ela e estou muito feliz por ter vencido esse campeonato. Agora tem a última etapa na Inglaterra e Fistral Beach é muito parecida com a minha casa em Hendaye, a vibração é excelente e estou ansioso, porque é a primeira vez que fico nessa posição de líder”.

Rodrigo Sphaier (Foto: Poullenot – WSL)

No ano passado, Emilien Fleury perdeu nas quartas de final para o peruano Piccolo Clemente. O bicampeão mundial depois ganhou um duelo eletrizante contra o brasileiro Augusto Olinto, mas perdeu a final para o francês Antoine Delpero, irmão do Edouard que decidiu o título no sábado. Dessa vez, o sul-americano que chegou mais perto da vitória em Portugal foi o brasileiro Rodrigo Sphaier. Ele quase consegue ganhar de virada do campeão Emilien Fleury na sua última onda, atingindo 15,03 pontos, contra 15,77 do francês.

“Eu fiquei realmente assustado quando o Rodrigo (Sphaier) literalmente esmagou aquela sua última onda na semifinal”, destacou Emilien Fleury. “Eu vi toda a onda, ele fez duas grandes rasgadas, mas acho que ele não conseguiu a nota porque não fez nenhuma manobra no bico. No ano passado, eu perdi para o Piccolo Clemente na mesma situação, no último minuto, então fiquei preocupado, mas dessa vez deu tudo certo pra mim”.

Rodrigo Sphaier dividiu o terceiro lugar com o campeão do Longboard Pro Gaia no ano passado, Antoine Delpero. Além do surfista de Saquarema, o paulista Augusto Olinto foi o outro único brasileiro a competir em Portugal esse ano. Ele novamente fez grandes apresentações nas ondas de Gaia e também só parou no campeão Emilien Fleury como Rodrigo Sphaier. O encontro com o francês foi nas quartas de final e Augusto ficou em quinto lugar no campeonato. O uruguaio Julian Schweizer perdeu na primeira fase e ficou em 17.o.

Mais informações, resultados, fotos e vídeos do Longboard Pro Gaia no www.worldsurfleague.com

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL já possui uma enorme legião de fãs apaixonados em todo o planeta que acompanha as performances dos melhores surfistas do mundo, como Gabriel Medina, John John Florence, Adriano de Souza, Kelly Slater, Stephanie Gilmore, Greg Long, Makua Rothman, Carissa Moore, entre outros, competindo no mais imprevisível e dinâmico campo de jogo entre todos os esportes no mundo, que é o mar.

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Por: Surf Today / Fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

 

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