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Deivid Silva é o campeão do Red Nose Pro Florianópolis SC 2015.

Deivid Silva é o campeão do Red Nose Pro Florianópolis SC 2015.

(Foto: Daniel Smorigo – WSL)

 

 

O paulista Deivid Silva, de apenas 20 anos de idade, faturou o título do QS 6000 Red Nose Pro Florianópolis apresentado pelo Resort Costão do Santinho no extremo norte da Ilha de Santa Catarina. Ele foi preciso na escolha das ondas na difícil condição do mar da Praia do Santinho no domingo, com séries demoradas de 2 pés, para derrotar o australiano Stu Kennedy, 25 anos, na grande final da etapa que abriu a “perna brasileira” de fim de ano da WSL South America. Deivid só surfou as duas ondas que são computadas no resultado da bateria, que valeram notas 7,90 e 8,17 e um prêmio de 25 mil dólares pela vitória por 16,07 a 14,40 pontos. Com os 6.000 pontos do título, Deivid Silva saltou da 51.a para a 28.a posição no ranking do WSL Qualifying Series, que classifica dez surfistas para a elite mundial do WCT.

Deivid Silva (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Deivid Silva (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“Estou muito feliz por ter conseguido essa vitória. Era o que eu mais queria e acho que nunca tive um dia melhor do que esse na minha vida”, foram as primeiras palavras do campeão quando chegou no pódio. “Eu tive que ficar bem calmo porque sabia que tinha que pegar duas ondas muito boas, pois o Stu Kennedy estava surfando muito bem todas as baterias que disputou aqui. Antes da final ele já tirado duas notas acima de 8, então eu sabia que tinha que surfar forte e esperar as melhores ondas que pudessem me dar a vitória. Agradeço muito a Deus, pois sem Ele eu não estaria aqui com esse primeiro lugar, e também a Red Nose pelo patrocínio. O campeonato foi animal e eu estou muito feliz”.

Esse é o segundo evento patrocinado pela Red Nose que Deivid Silva festeja o título. O primeiro foi no Red Nose Pro Junior realizado no ano passado em Baía Formosa (RN), onde derrotou o surfista local da cidade na final, Italo Ferreira, que hoje está no WCT. Ele ainda não era patrocinado pela marca, que depois o contratou e passou a investir em sua carreira no Circuito Mundial. Já com o logo da Red Nose no bico da prancha, Deivid Silva foi bicampeão sul-americano Pro Junior da WSL South America em 2014 e 2015 e agora conquista a sua primeira vitória em eventos importantes da World Surf League no QS 6000 Red Nose Pro Florianópolis SC.

“Cara, eu acho que a Red Nose me dá muita sorte, agradeço muito a eles por estarem acreditando em mim e vou mostrar muito mais ainda”, disse Deivid Silva, que também falou sobre a busca por uma vaga no WCT ainda esse ano. “Essa era a minha meta, vencer esse campeonato e eu consegui essa grande vitória, então atingi meu primeiro objetivo. Eu vou com tudo agora para Itacaré (BA) tentar um bom resultado lá para chegar em Maresias (São Sebastião-SP) com mais chances de quem sabe conquistar outro bom resultado para subir ainda mais no ranking”.

O proprietário da marca Red Nose, Marcelo Cunha Leitão, estava na praia assistindo o campeonato durante essa semana e vibrou com mais uma vitória de Deivid Silva num evento realizado pela marca: “Eu acho que vou ter que fazer mais campeonatos para ele ganhar né (risos). Mas, o Deivid (Silva) teve o mérito dele, surfou muito bem, é do nosso time e estamos muito felizes em dar o prêmio de campeão para ele. Eu gostei bastante do evento, foi um bom investimento, a transmissão pela internet muito boa também, então foi um resultado perfeito com essa vitória brasileira do atleta da nossa equipe”.

DECISÃO DO TÍTULO – A grande final com 35 minutos de duração começou as 14h45 com a Praia do Santinho lotada torcendo para o brasileiro, mas foi o australiano Stu Kennedy que abriu a bateria numa direita fraca que só rendeu 2,33 pontos. Deivid Silva preferiu aguardar por uma onda melhor e Kennedy ficou pegando qualquer uma que entrava. Logo ele acha uma esquerda que abre a parede para ele acertar uma série de quatro batidas e rasgadas mais fortes de backside para tirar nota 7,0 e largar na frente. O australiano ainda pega outra esquerda de três manobras antes do brasileiro surfar a primeira dele e recebe 4,33 dos juízes.

Deivid Silva só faz a sua primeira onda depois de 15 minutos de bateria e pegou uma boa esquerda para jogar água pra cima numa rasgada de frontside e ainda mandar um aéreo full rotation na junção para entrar na briga com nota 7,9. Mas, Kennedy vem numa direita logo atrás para ganhar 7,4 e manter uma vantagem de 6,50 pontos para o brasileiro. O tempo ia passando e Deivid permanecia no outside, pacientemente aguardando por outra boa onda que só entrou para ele quando soou o sinal dos 5 minutos. A direita foi abrindo e o brasileiro saiu manobrando forte de backside e a torcida vibrou com ele na finalização. A praia toda ficou em suspense pela divulgação da nota, que demorou um pouco para sair, mas valeu 8,17 e a virada no placar para 16,07 a 14,40 pontos quando restavam apenas 2 minutos.

“A gente sempre fica um pouco desapontado em chegar tão perto do título e não vencer, mas ele (Deivid Silva) foi muito paciente durante a bateria toda”, disse Stu Kennedy, que entrou na zona de classificação para o WCT com o vice-campeonato. “Eu tentei ficar pegando várias ondas para colocar pressão nele, mas não funcionou porque ele pegou as melhores ondas mesmo pra me vencer. Mesmo assim, estou feliz pelo resultado. Foi um dia longo, surfei quatro baterias e estou orgulhoso do que fiz. Eu precisava do dinheiro e dos pontos, então estou bem feliz. Agora eu subi para décimo no ranking, mas nunca se sabe o que pode acontecer nas próximas etapas. Espero ir bem nos próximos eventos aqui do Brasil e vencer um deles”.

Stu Kennedy (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Stu Kennedy (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

VAGAS NO G-10 – O resultado do Red Nose Pro Florianópolis SC só mudou um nome na lista dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series para a elite dos top-34 do WCT. A vaga foi decidida na quarta de final entre Stu Kennedy e o defensor do título da etapa catarinense da World Surf League, Michael Rodrigues. Quem vencesse já tirava o francês Joan Duru do G-10 e o australiano derrotou o cearense por 12,60 para 11,33 para entrar na zona de classificação no primeiro desafio da “perna brasileira” da WSL South America. O próximo é o QS 6000 Mahalo Surf Eco Festival, que começa na terça-feira em Itacaré, no litoral sul da Bahia.

Outros dois surfistas ficaram a um passo de também entrarem no G-10 no domingo decisivo do Red Nose Pro Florianópolis SC. Os norte-americanos Patrick Gudauskas e Conner Coffin atingiriam o objetivo se chegassem na grande final, mas ambos foram derrotados nas semifinais. A precisão cirúrgica de Deivid Silva na escolha das melhores ondas já tinha vitimado Conner Coffin com notas 8,77 e 8,03 na disputa pela primeira vaga na decisão do título do QS 6000 apresentado pelo Resort Costão do Santinho.

“Estou bem feliz porque acho que nunca passei mais de uma bateria aqui no Brasil, então o terceiro lugar está ótimo para mim”, disse Conner Coffin, que subiu da trigésima para a 17.a posição no ranking que está classificando até o 13.o colocado para o WCT 2016. “Eu gostei daqui dessa praia. Nos dois primeiros dias, as ondas estavam demais, foram as melhores que já surfei no Brasil. Só que é sempre difícil competir contra os brasileiros na terra deles. Fiquei amarradão por ter vencido o Krystian (Kymerson) nas quartas de final, mas o Deivid (Silva) está destruindo e parabéns para ele. Sei que dei uma subida no ranking, só que ainda tem três etapas de 10.000 pontos pela frente, não tem nada definido, mas estou amarradão de estar tão perto da classificação antes de ir pro Havaí”.

Patrick Gudauskas (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Patrick Gudauskas (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

O californiano Patrick Gudauskas também fez grandes apresentações nas ondas da Praia do Santinho e até aumentou para 18,03 o recorde de pontos do Red Nose Pro Florianópolis SC no domingo. A marca foi atingida no duelo que fechou as oitavas de final, contra o dono do maior placar do campeonato até então, o cearense Heitor Alves com 17,70 pontos. Depois, Pat Gudauskas ganhou um confronto norte-americano com Ian Crane, mas foi batido pelo australiano Stu Kennedy, que fez a segunda maior somatória do dia nesta semifinal, 17, 13 pontos.

“Essa bateria foi um pouco lenta de ondas e cometi alguns erros cruciais, deixando passar as duas melhores ondas que o Stu (Kennedy) aproveitou para me vencer”, lamentou Patrick Gudauskas, que já fez parte da elite mundial do WCT e saltou do 31.o para o 16.o lugar no ranking com a terceira posição em Florianópolis. “Fiquei um pouco desapontado, porque queria chegar na final, mas pra mim foi um bom início de ‘perna brasileira’ e estou bem animado para os próximos eventos. O importante é manter o foco e se divertir no surfe. Antes de vir pra cá, eu sabia que ia ser um mês longo, então é ótimo começar com um terceiro lugar”.

O QS 6000 Red Nose Pro 15 Florianópolis SC foi realizado com patrocínio master da Red Nose e apresentação do Resort Costão do Santinho Golf & Spa, patrocínio do Governo do Estado de Santa Catarina, através da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte e FUNDESPORTE, copatrocínio da Prefeitura de Florianópolis e Fundação Municipal de Esportes e apoio de Mini Kalzone. O evento homologado pela WSL South America foi organizado pela Federação Catarinense de Surf (FECASURF) com apoio da Associação de Surf Ingleses e Santinho (ASIS), divulgação oficial do site Waves e Revista Fluir, com transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

(Foto: Daniel Smorigo - WSL)
(Foto: Daniel Smorigo – WSL)

SOBRE A RED NOSE – A Red Nose foi criada em 1996, quando o idealizador da marca conheceu o Pitbull Red Nose, o “puro pitbull”, uma raça até então pouco conhecida. Foi inspirada na agilidade, força, atitude e coragem deste animal que nasceu a Red Nose, uma das marcas mais Xtremes do mundo, dos esportes de ação mais intensos e radicais. Começou apoiando as lutas de Jiu Jitsu e MMA, depois outras modalidades como o Big Surf, Skate, Caiaque, Paraquedismo, Motocross e Motorsports, se incorporaram ao team Red Nose Xtreme. Em 2014 promoveu o seu primeiro evento internacional de surf, o Red Nose Pro Junior em Baía Formosa (RN), agora estreia no calendário mundial do World Surf League Qualifying Series com a etapa do QS 6000 em Florianópolis (SC).

PERNA BRASILEIRA – Depois do Red Nose Pro Florianópolis SC abrir a “perna brasileira” de fim de ano da WSL South America na Praia do Santinho, outra etapa do QS 6000 começa terça-feira e vai até o próximo domingo na Bahia, o já tradicional Mahalo Surf Eco Festival na Praia da Tiririca, em Itacaré. Já a última parada antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana, será novamente na etapa do QS 10000 de São Sebastião, marcada para os dias 2 a 8 de novembro na Praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, com todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e na hora que acontecer. As sanções da WSL são para os circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Longboard e Pro Junior. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York, além de sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos, na América do Norte, Havaí, América do Sul, Europa, Austrália, África e Ásia.

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Por: Surf Today / Fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager

(48) 9988-2986 – jcarvalho@worldsurfleague.com

Assessoria de Imprensa do Red Nose Pro 15 Florianópolis SC:

Fabio Maradei – (13) 98128-9529 – contato@fmanoticias.com.br

Norton Evaldt – (48) 9128-3642 – norton@fecasurf.com.br

 

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