Principal / NOTÍCIAS / Filipe e Silvana são o Brasil no último dia do CT de Trestles.
Filipe e Silvana são o Brasil no último dia do CT de Trestles.

Filipe e Silvana são o Brasil no último dia do CT de Trestles.

Felipe Toledo & Silvana Lima. Fotos: WSL

O paulista Filipe Toledo e a cearense Silvana Lima são as esperanças de títulos do Brasil no último dia da etapa norte-americana do World Surf League Championship Tour, que será encerrada nesta sexta-feira em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. Filipe está nas quartas de final do Hurley Pro e Silvana Lima já é semifinalista do Swatch Pro, derrotando pela terceira vez a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore nas boas ondas de 3-5 pés da quinta-feira em Lower Trestles. O campeão mundial Adriano de Souza foi barrado no penúltimo confronto do dia, faltando meio pontinho em sua última onda para ganhar do australiano Adrian Buchan a primeira vaga nas semifinais.

Silvana Lima (Foto: Kenneth Morris – WSL)

“Eu já disputei boas baterias com a Steph (Gilmore) e ela é sempre uma inspiração para mim”, disse Silvana Lima, que vai enfrentar a norte-americana Lakey Peterson nas semifinais. “Eu só tenho que agradecer ao Senhor por tudo que está acontecendo aqui. Essa onda se encaixa bem no meu surfe, é como um skatepark e sinto muita confiança em surfar aqui. Eu vou continuar fazendo o meu melhor e espero conseguir meu primeiro objetivo que é chegar na final. Sei que ainda tem mais uma bateria certamente difícil, mas vou dar tudo de mim pra isso”.

Silvana Lima e Filipe Toledo foram os únicos brasileiros a vencer baterias na quinta-feira. Filipe mora em San Clemente e disputou a segunda bateria masculina do dia, fechando a primeira rodada classificatória para as quartas de final. Ele enfrentou dois australianos, o novo número 3 do ranking, Julian Wilson, e Bede Durbidge. Filipe começou bem com nota 7,73 e pegou sua segunda onda remando no meio dos dois australianos.

A direita abriu e ele já mandou um aéreo full rotation muito alto, aterrissou na base, emendou uma batida forte jogando água, seguido por um arco bem longo e foi variando suas manobras modernas com pressão e velocidade até a onda terminar. A nota saiu 8,40 e confirmou a última vaga direta para as quartas de final por 16,13 pontos. Julian Wilson ficou em segundo com 14,00 e Bede Durbidge em terceiro com 13,16.

Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland – WSL)

“Estou feliz por ter conseguido pegar boas ondas, o vento está bom para os aéreos e eu gosto muito de competir aqui, com toda minha família e amigos na praia, é muito bom”, disse Filipe Toledo. “As ondas até demoram um pouco para entrar, mas estão muito boas e estou feliz por ter vencido mais uma bateria. Agora é manter a concentração na próxima para continuar avançando, até chegar na final, que é o principal objetivo”.

Os dois derrotados por Filipe Toledo acabaram não aproveitando a segunda chance de classificação na repescagem e terminaram em nono lugar no Hurley Pro. O único australiano a passar foi Adrian Buchan, que foi o carrasco dos brasileiros na quinta-feira. Primeiro eliminou o potiguar Jadson André na abertura da quinta fase, depois vingou a derrota sofrida na final do Oi Rio Pro em Saquarema para Adriano de Souza nas quartas de final. Mas, foi por pouco. Mineirinho ficou a meio ponto da vitória em sua última onda e permanece em sexto lugar no ranking.

Adriano de Souza (Foto: Kenneth Morris – WSL)

QUARTAS DE FINAL – A bateria começou numa hora ruim do mar, sem nada de ondas. Ela chegou a ser reiniciada após dez minutos sem ninguém surfar nada e quase recomeça de novo, mas Adrian Buchan pegou uma onda quando faltava um minuto para isso e destruiu a esquerda do início ao fim para ganhar nota 8,77. Cada um conseguiu surfar apenas três ondas. Mineirinho só pegou sua primeira depois de 30 minutos dentro d´água esperando, então não desperdiçou a chance e fez uma série de manobras potentes de frontside numa boa direita que valeu nota 7,83. Aí voltou a calmaria e a prioridade de surfar a próxima onda era do australiano.

Somente quando restavam 5 minutos, entrou uma ondulação e Buchan não estava bem posicionado. A onda sobrou para Mineirinho, que surfou forte, atacando todo espaço com batidas e rasgadas para ganhar nota 6,60. Dois minutos depois, o australiano consegue um pouco mais que isso, 6,80. Adriano fica precisando de 7,75 pontos e pega uma direita no último minuto, destrói a onda com longos arcos e batidas verticais de backside e a decisão fica nas mãos dos juízes. Apenas dois deles deram a vitória, os outros três não e a média foi 7,47, com Adrian Buchan passando para as semifinais por 15,57 a 15,30 pontos.

Adrian Buchan (Foto: Kenneth Morris – WSL)

“Eu e o Adriano (de Souza) nos respeitamos um ao outro, já tivemos muitas baterias ao longo dos anos e é sempre um adversário duro de bater”, destacou Adrian Buchan. “Tivemos essa final no Brasil esse ano e isso certamente estava na minha mente hoje. Fiquei mais confiante por conseguir pegar aquela primeira onda e fazer uma nota alta, que foi importante para o restante da bateria. Eu costumo surfar contra mim mesmo, buscando meu melhor, mas foi como uma pequena vingança por perder aquela final dessa vez. Foi bom e estou muito feliz por estar no dia final do evento aqui”.  

Na repescagem contra Jadson André, o australiano também soube ser paciente para escolher bem as ondas, principalmente as direitas para usar a força do seu backside. O potiguar também tinha essa arma e largou na frente com duas ondas bem surfadas que ganharam notas na casa dos 7 pontos. Mas, Adrian Buchan massacrou uma direita com uma série de manobras explosivas que arrancaram nota 9,80 dos juízes para vencer por 16,27 a 14,84 pontos.

Jadson Andre (Foto: Sean Rowland – WSL)

Jadson terminou em nono lugar no Hurley Pro e subiu da 32.a para a 28.a posição no ranking. Continua fora do grupo dos 22 primeiros que são mantidos no CT para o ano que vem, mas fez grandes apresentações em Lower Trestles e pode entrar no G-22 se repetir as boas atuações nas duas etapas da “perna europeia”. Os brasileiros estão na briga direta pelas últimas vagas. A lista está sendo fechada por Wiggolly Dantas em 21.o lugar e Caio Ibelli em 22.o. O 23.o é Italo Ferreira, depois tem Ian Gouveia em 27.o, Jadson agora em 28.o e Miguel Pupo em 31.o.

JEEP WSL LEADER – Já na outra ponta da tabela, a briga pelo título mundial está cada vez mais centralizada em Jordy Smith e John John Florence. Os dois fizeram grandes baterias mais uma vez nas pistas perfeitas de Lower Trestles para manobras de borda e para voar também. O havaiano perdeu por pouco – 15,94 a 15,23 – para o francês Jeremy Flores na primeira bateria masculina da quinta-feira. Mas depois mostrou todo o seu potencial para totalizar 18,40 pontos com notas 9,57 e 8,83 contra o australiano Bede Durbidge na repescagem. John John Florence vai voltar a enfrentar Jeremy Flores nas quartas de final, na bateria que ficou para abrir a sexta-feira decisiva do Hurley Pro at Trestles.

O sul-africano já está nas semifinais, pois venceu o confronto eletrizante que teve com um dos destaques nas ondas de Lower Trestles. Frederico Morais. O português respondia à altura cada investida de Jordy Smith. Ele começou com nota 8,33 e Frederico ganhou 8,70 em sua segunda onda. Quando o sul-africano somou um 7,17, o português se manteve na frente com 7,90. Mas, o número 1 do ranking destruiu uma onda de forma incrível que foi premiada com nota 9,43 para confirmar a vitória por 17,76 a 16,60 pontos.

Jordy Smith (Foto: Kenneth Morris – WSL)

Jordy Smith avançou então para as semifinais do Hurley Pro pelo segundo ano consecutivo. Em 2016, teve que passar por um dos melhores surfistas nas ondas de alta performance de Lower Trestles, Filipe Toledo, antes de conquistar o título na final com o australiano Joel Parkinson. Filipinho está na luta de novo e se ganhar do americano Kanoa Igarashi na última quarta de final, já tira a sétima posição no ranking de Gabriel Medina, ficando logo abaixo de Adriano de Souza, entre os dois campeões mundiais do Brasil.

SILVANA LIMA – No Swatch Pro, todas as semifinalistas foram conhecidas na quinta-feira, em baterias igualmente emocionantes e disputadas em altíssimo nível. Entre as quatro classificadas, duas surpresas, a novata Keely Andrew e a experiente Silvana Lima. É apenas a segunda vez que a australiana de 22 anos de idade passa pelas quartas de final e a brasileira não chegava nas semifinais desde 2011, quando ficou em terceiro lugar no Billabong Rio Girls na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Já a última vitória em etapas do CT foi em 2010, no Movistar Classic, no Peru. Em 2012, Silvana sofreu uma grave contusão no joelho que a tirou de toda a temporada. Em 2013, competiu como convidada, mas não conseguiu se manter na elite. Retornou em 2015 como campeã do QS 2014, mas foi rebaixada de novo e repetiu a dose, voltando esse ano novamente em primeiro lugar no ranking de acesso, que também lidera agora em 2017. No entanto, ainda não tinha conseguido mostrar o seu surfe nos duelos com as melhores surfistas do mundo.

CAMPEÃS MUNDIAIS – Agora em Trestles, está fazendo isso muito bem. Já começou vencendo uma bateria contra as surfistas que dividiram nove títulos mundiais nos últimos dez anos, a hexacampeã Stephanie Gilmore e a tricampeã Carissa Moore. Voltou a derrotar a australiana na primeira rodada classificatória para as quartas de final e ganhou de Stephanie Gilmore pela terceira vez, na disputa pela primeira vaga nas semifinais.

Lakey Peterson (Foto: Kenneth Morris – WSL)

A australiana tinha feito uma bateria espetacular contra a atual campeã mundial, Tyler Wright, atingindo 18,90 pontos de 20 possíveis com as notas 9,73 e 9,17 das melhores ondas que surfou nessa bateria que abriu a quarta fase. Com a derrota, Tyler perdeu a primeira posição no ranking para Sally Fitzgibbons, que já estava nas quartas de final.

Gilmore começou forte contra Silvana, com uma nota excelente, 8,67. A cearense falhou nas três primeiras ondas que escolheu, mas na quarta encaixou uma série de manobras potentes para ganhar 8,93. A australiana manteve a frieza e assumiu a ponta de novo com 7,50. Silvana volta a errar em três ondas seguidas e só consegue 6,63 na que surfou até o fim. Stephanie ainda aumenta seu placar para 16,30 com nota 7,63, mas no final a brasileira acha outra onda boa para fazer mais manobras e completa um aéreo para ganhar outro 8,93 dos juízes e vencer por 17,86 pontos.

A adversária de Silvana Lima na briga pela primeira vaga na grande final do Swatch Pro é a norte-americana Lakey Peterson, que estabeleceu novos recordes nas ondas de Lower Trestles numa bateria fantástica contra a havaiana Carissa Moore. As duas deram um show e a californiana somou notas 9,87 e 9,70, contra 9,77 e 8,23 da tricampeã mundial, com o placar sendo encerrado em 19,57 a 18,00 pontos.

Courtney Conlogue (Foto: Kenneth Morris – WSL)

BRIGA PELA LIDERANÇA – O confronto seguinte também foi emocionante, principalmente por ser uma disputa direta pela ponta na briga pelo título mundial. A australiana Sally Fitzgibbons assumiu a liderança com a derrota de Tyler Wright na fase anterior, mas a americana Courtney Conlogue ainda pode ficar com a lycra amarela do Jeep WSL Leader se chegar na final em Trestles. Ela começou bem com nota 7,83 e liderou toda a bateria. Sally só reagiu no final e chegou perto da vitória com o 7,00 e 6,43 que recebeu em suas últimas ondas, porém os 13,43 pontos que totalizou não foram suficientes para superar os 14,06 da californiana.

Courtney Conlogue agora vai ter que passar mais uma bateria para voltar ao topo do ranking, contra a jovem australiana Keely Andrew, que surfou duas ondas de forma impressionante para bater a norte-americana Sage Erickson por 18,47 a 10,83 pontos na última quarta de final. Enquanto Courtney briga na ponta de cima da tabela, Keely tenta uma vaga no grupo das dez primeiras colocadas no ranking que são mantidas no CT para o ano que vem. Para ela, o único resultado para conseguir entrar no G-10 na Califórnia, é a vitória no Swatch Pro.

O Hurley Pro at Trestles está sendo transmitido pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e no Facebook Live através da página da World Surf League no Facebook, passando ao vivo também pela ESPN+ e Globoesporte.com no Brasil, CBS Sports Network nos Estados Unidos, Fox Sports na Austrália, SKY NZ na Nova Zelândia, SFR Sports na França e em Portugal e EDGE Sports Network na China, Japão, Malásia e outros territórios asiáticos.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, promovendo os eventos que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Grant Baker, Phil Rajzman, Tory Gilkerson, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

———————————————————–

Por: Surf Today / fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager (48) 999-882-986 – jcarvalho@worldsurfleague.com

Sobre JR Mirabelli

Comments are closed.

Voltar ao Topo