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Filipe Toledo vence o Hawaiian Pro e Tomas Hermes confirma vaga no CT em Haleiwa.

Filipe Toledo vence o Hawaiian Pro e Tomas Hermes confirma vaga no CT em Haleiwa.

Filipe Toledo, Griffin Colapinto, Wiggolly Dantas e Michel Bourez (Foto: Keoki Saguibo – WSL)

Filipe Toledo conquistou a primeira vitória brasileira nas ondas de Haleiwa Beach, no primeiro desafio da Tríplice Coroa Havaiana, que fecha a temporada 2017 da World Surf League na ilha de Oahu. Outro paulista de Ubatuba, Wiggolly Dantas, disputou a bateria final na segunda-feira e ficou em terceiro lugar, com o norte-americano Griffin Colapinto em segundo e o taitiano Michel Bourez em quarto. Mais dois brasileiros pararam nas semifinais, o campeão mundial Adriano de Souza e Tomas Hermes, segundo catarinense a confirmar vaga no CT 2018 no penúltimo QS 10000 do ano no Havaí.

Felipe Toledo (Foto: Tony Heff – WSL)

“É maravilhoso, realmente incrível, porque senti o gosto da vitória em 2015, quando fui vice-campeão, mas agora consegui o título aqui, o primeiro brasileiro, é incrível isso”, disse Filipe Toledo. “Eu já me qualifiquei para o World Tour do ano que vem, então eu estava super relaxado. Eu só fiz o meu jogo com minhas estratégias e fiz o que precisava fazer, então agradeço a Deus pelas ondas nas baterias e por esses aéreos (risos). Foi muito divertido”.

A segunda-feira do Hawaiian Pro começou com maioria brasileira nas oitavas de final, quatorze surfistas entre os 32 classificados no domingo. E foi assim até a decisão, participando de todas as quinze baterias do último dia. Começou com três logo na primeira e terminou com dois nas duas semifinais e na grande final. O campeão Filipe Toledo ganhou as quatro que disputou, sempre achando boas ondas nas difíceis condições do mar para mostrar a sua variedade de manobras modernas e progressivas de frontside nas direitas de Haleiwa.

Felipe Toledo (Foto: Tony Heff – WSL)

Na grande final, o californiano Griffin Colapinto, segundo surfista a confirmar classificação para a elite dos top-34 da World Surf League na segunda-feira, largou na frente finalizando sua primeira onda com um ataque na junção incrível para ganhar 8,17 com apenas duas manobras. Ele demorou bastante para pegar a segunda, enquanto isso Filipe Toledo foi ganhando vantagem. Ele entrou na briga com o 7,67 que recebeu em sua terceira onda e o 6,50 da quarta. Quando o novo top do CT pegou sua segunda, que foi boa também e valeu 7,77, Filipe respondeu com um aéreo full-rotation sem as mãos na prancha que arrancou 8,87 dos juízes, para atingir imbatíveis 16,54 pontos, contra 15,94 do norte-americano.

“Era uma onda média e o Wiggolly (Dantas) olhou para ela, a prioridade (de escolha da onda) era dele, mas não gostou porque parecia que ia fechar e deixou passar”, contou Filipe Toledo. “Eu entrei nela e quando bati no ‘lip’ (para voar no aéreo), senti que a prancha tinha quebrado, ouvi um barulho muito louco e pensei, “não”. Ainda assim, fiz toda a rotação e pousei na espuma. Eu fiquei assustado, achando que a prancha tinha partido ao meio, mas graças a Deus ela estava bastante sólida ainda e eu pude aterrisar naquele aéreo”.

Wiggoly Dantes (Foto: Tony Heff – WSL)

Os outros finalistas não conseguiram achar boas ondas durante praticamente toda a bateria. Wiggolly Dantas ainda encontrou algumas para mostrar a potência do seu backside no final. Ele recebeu notas 7,03 e 6,00 para ficar em terceiro lugar com 13,03 pontos e Michel Bourez conseguiu apenas 8,77. Wiggolly era o único a surfar as direitas de Haleiwa de costas para a onda e também chegou invicto na grande final, como Filipe Toledo. Deixou dois campeões mundiais pelo caminho, Adriano de Souza nas semifinais e o defensor do título do Hawaiian Pro, John John Florence, nas quartas de final.

No momento, Wiggolly Dantas ocupa a 24.a posição no ranking do CT, portanto está fora do grupo dos 22 primeiros que são mantidos na elite para o ano que vem. Ele está focado em brigar pela vaga no Billabong Pipe Masters e só tinha participado de duas etapas do QS antes dessa. Com os 6.700 pontos do terceiro lugar no Hawaiian Pro, saltou de 301 para 47 no ranking e pode até conseguir sua permanência na elite entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series, caso conquiste outro bom resultado como este no QS 10000 de Sunset Beach, que começa no sábado. Metade das vagas ainda está em disputa.

Tomas Hermes (Foto: Tony Heff – WSL)

CONFIRMADOS NO CT 2018 – A outra metade foi completada na segunda-feira e quatro delas são de brasileiros que vão estrear no Dream Tour da World Surf League. O líder do ranking, Jessé Mendes, 24 anos, foi o primeiro a garantir sua classificação, em julho no QS 10000 da África do Sul. O catarinense Yago Dora, 21, confirmou a sua em setembro, com a vitória no QS 6000 das Ilhas Açores, em Portugal.

Outros dois catarinenses se classificaram agora nos últimos dias do Hawaiian Pro. Willian Cardoso, 31 anos, festejou sua vaga no domingo ao passar para as oitavas de final e Tomas Hermes, 30, quando avançou para as quartas de final em sua primeira bateria na segunda-feira. A única exceção é o jovem californiano Griffin Colapinto, 19, que entrou no CT com a passagem para as semifinais.

“Não é um sonho, pois acho que vivo esse sonho todos os dias”, disse Tomas Hermes. “Não é um sonho me qualificar para o CT, é o resultado de um trabalho duro ao longo dos anos. Eu quero agradecer a muitas pessoas, minha família, a Vans que me patrocina. Eu acredito em mim, no meu criador, na minha esposa, que está sempre comigo. Ela não se importa com nada, acorda cedo comigo, é minha esposa, melhor amiga, treinadora. É especialmente por causa dela, que estou aqui hoje”.

Griffin Colapinto (Foto: Tony Heff – WSL)

Já classificado, Willian Cardoso perdeu nas oitavas de final, junto com o cearense Michael Rodrigues, que caiu da penúltima para a última posição no G-10 do QS e vai ter que defender sua vaga na Vans World Cup of Surfing em Sunset Beach. Ele foi ultrapassado por Italo Ferreira, único a entrar na zona de classificação para o CT no Hawaiian Pro, tirando o sul-africano Michael February da lista. O potiguar de Baía Formosa agora passa a figurar na relação dos top-34 para o ano que vem e é o sexto brasileiro entre os dez indicados pelo ranking do QS.

Italo fez grandes apresentações em Haleiwa Beach e não achou ondas nas quartas de final, na bateria contra Tomas Hermes e Michel Bourez. Antes, tinha vencido até o sul-africano Jordy Smith, que impediu uma dobradinha potiguar com Jadson André. O natalense de Ponta Negra ficou em 17.o lugar no Hawaiian Pro e ganhou seis posições no QS, saindo da 24.a para a 18.a colocação, ou seja, vai precisar de um ótimo resultado em Sunset Beach para entrar no G-10. Abaixo dele está o catarinense Alejo Muniz em vigésimo lugar e o 23.o é Miguel Pupo, que parou nas quartas de final e subiu da 36.a posição.

Italo Ferreira (Foto: Tony Heff – WSL)

SEM DOBRADINHAS – Pupo perdeu em uma das muitas baterias com participação dupla do Brasil, que acabou confirmando a classificação de Griffin Colapinto para o CT 2018, com Adriano de Souza passando em segundo lugar para as semifinais. Na terceira quarta de final, eram dois de novo e só um passou, Tomas Hermes, com Italo Ferreira sendo eliminado. As dobradinhas verde-amarelas que foram comuns no domingo, não aconteceram na segunda-feira. Nas semifinais, Wiggolly Dantas ganhou a primeira e Adriano de Souza ficou em último, depois Filipe Toledo venceu e Tomas Hermes terminou em terceiro lugar.

Foi assim também na primeira e na última bateria da segunda-feira. Na primeira, eram três brigando por duas vagas para as quartas de final e o californiano Kolohe Andino barrou Ian Gouveia e Caio Ibelli, na disputa vencida por Adriano de Souza. E na última, Filipe Toledo conquistou um título inédito do Brasil em Haleiwa Beach e Wiggolly Dantas ficou em terceiro.

Esta foi a 15.a vitória verde-amarela em etapas do WSL Qualifying Series esse ano e o ranking vem sendo liderado pelo paulista Jessé Mendes desde o mês de fevereiro, quando foi campeão do QS 6000 Australian Open of Surfing em Sydney. Foi no domingo seguinte ao da vitória do catarinense Yago Dora na final basileira com o próprio Jessé no tradicional Surfest de Newcastle, também na Austrália.

Round Three Highlights: Madness at Haleiwa – Hawaiian Pro 2017

Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do QS 10000 Hawaiian Pro podem ser acessados na página do evento no www.worldsurfleague.com

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, promovendo os eventos que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Grant Baker, Phil Rajzman, Tory Gilkerson, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

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Por: Surf Today / fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

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