Principal / NOTÍCIAS / Jack Freestone vence final australiana no QS 10000 das Ilhas Açores
Jack Freestone vence final australiana no QS 10000 das Ilhas Açores

Jack Freestone vence final australiana no QS 10000 das Ilhas Açores

Jack Freestone, Dion Atkinson, Sebastian Zietz e Miguel Pupo no pódio (Foto: Laurent Masurel – WSL)

 

 

Depois de três vitórias brasileiras consecutivas nas Ilhas Açores, o QS 10000 SATA Azores Pro esse ano foi encerrado com Jack Freestone ganhando uma final australiana contra Dion Atkinson nessa sexta-feira em Portugal. Mas, a bandeira verde-amarela foi ao pódio mais uma vez com o paulista Miguel Pupo dividindo o terceiro lugar com o havaiano Sebastian Zietz na Praia de Santa Bárbara da ilha de São Miguel, nos Açores. Pupo chegou a tirar nota 10 num tubaço durante as quartas de final, mas depois foi batido pelo campeão, Jack Freestone, que saltou da 13.a para a segunda colocação no ranking do WSL Qualifying Series liderado pelo catarinense Alejo Muniz.

Na segunda-feira, já começa a segunda etapa do QS 10000 de Portugal na Praia de Carcavelos, em Cascais, última parada antes da “perna brasileira” da WSL South America, que em outubro vai promover duas provas do QS 6000 em Florianópolis (SC) e Itacaré (BA) seguidas pelo QS 10000 da Praia de Maresias na primeira semana de novembro em São Sebastião (SP). Assim como nos Açores, o Brasil vem dominando o alto do pódio no Cascais Billabong Pro com o bicampeonato do potiguar Jadson André em 2013 e 2014, depois das vitórias dos catarinenses Alejo Muniz em 2012 e Jean da Silva em 2011. Só a primeira edição em 2010 foi vencida pelo português Marlon Lipke.

No SATA Azores Pro, os brasileiros também conquistaram quatro títulos na Ilha de São Miguel, com o catarinense Willian Cardoso ganhando a primeira edição em 2009. Em 2010, o evento foi cancelado por falta de ondas e o americano C. J. Hobgood foi o campeão em 2011. Depois só deu Brasil, com o cearense Messias Felix em 2012, o catarinense Tomas Hermes em 2013 e o paulista Jessé Mendes no ano passado. A série de vitórias verde-amarelas foi interrompida agora pelo australiano Jack Freestone, mas a hegemonia brasileira no alto do pódio permanece intacta nas Ilhas Açores, com quatro títulos nas seis edições completadas esse ano.

O esquadrão verde-amarelo ainda chegou em maioria para tentar o quinto título na sexta-feira decisiva do SATA Azores Pro, com cinco surfistas nas oitavas de final que abriram o último dia, sem contar o carioca Pedro Henrique que passou a representar Portugal no circuito da World Surf League. Quatro australianos, dois norte-americanos, um havaiano, um espanhol, um costa-ricense e um representante de Guadalupe, completavam a lista dos concorrentes ao prêmio máximo de 40 mil dólares e os 10.000 pontos da vitória nas Ilhas Açores.

Jack Freestone (Foto: Laurent Masurel - WSL)
Jack Freestone (Foto: Laurent Masurel – WSL)

DUELOS AUSTRALIANOS – E a sexta-feira começou e terminou com duelos australianos na Praia de Santa Bárbara. No primeiro do dia, Dion Atkinson bateu o dono da única nota 10 do campeonato até então, Adam Melling. O Brasil participou dos três confrontos seguintes. Hizunomê Bettero despachou o australiano Brent Dorrington, mas o vice-líder do ranking, Alex Ribeiro, acabou eliminado por Pedro Henrique e o também paulista Wiggolly Dantas perdeu para o havaiano Sebastian Zietz. Na chave de baixo, o baiano Bino Lopes derrotou o espanhol Aritz Aranburu e o paulista Miguel Pupo ganhou a última oitava de final do norte-americano Evan Geiselman.

Pupo foi o único que conseguiu passar para as semifinais e de maneira brilhante, surfando um tubo incrível que arrancou a segunda nota 10 do SATA Azores Pro esse ano logo na primeira onda que pegou contra o norte-americano Kolohe Andino. Os outros dois brasileiros também fizeram grandes apresentações nas boas ondas de 4-6 pés da sexta-feira na Praia de Santa Bárbara, com ambos perdendo por menos de 1 ponto de diferença. O paulista Hizunomê Bettero foi batido por 15,77 a 14,90 pelo vice-campeão Dion Atkinson. E o baiano Bino Lopes foi melhor ainda contra o campeão Jack Freestone no placar encerrado em 17,40 a 17,23 pontos.

Já as semifinais foram dominadas pelos australianos, com Atkinson ganhando a primeira bateria do havaiano Sebastian Zietz por 15,67 a 11,57 pontos e Freestone tirando o Brasil da decisão do título na vitória por 16,23 a 11,00 sobre Miguel Pupo. A batalha final começou forte com Atkinson largando na frente com nota 8,67 contra 7,17 do bicampeão mundial Pro Junior. Jack Freestone logo assumiu a ponta com 5,83 na onda seguinte e depois pegou outra melhor para ganhar 8,33. Dion ainda correu atrás da vitória até o fim, mas o máximo que conseguiu foi uma nota 6,33 para totalizar 15,00 pontos, não superando os 15,50 que Jack Freestone já havia conseguido para se tornar o novo campeão do SATA Azores Pro em Portugal.

MUDANÇAS NO G-10 – Com a vitória, Freestone assumiu a vice-liderança no WSL Qualifying Series que continua com Alejo Muniz na frente. Ele praticamente garantiu sua classificação para o WCT com os 21.950 pontos que atingiu no ranking em Portugal. Alex Ribeiro caiu para o terceiro lugar, mas se aproximou da vaga com 20.950 pontos. O americano Kolohe Andino saltou da décima para a quarta posição e Caio Ibelli da sexta para a quinta. A lista dos dez indicados para a elite dos top-34 da World Surf League prossegue com o americano Kanoa Igarashi em sexto lugar, o australiano Ryan Callinan em nono, os franceses Joan Duru em décimo e Maxime Huscenot em 11.o e em 12.o o havaiano Tanner Hendrickson, que entrou no G-10 nas Ilhas Açores.

Miguel Pupo (Foto: Laurent Masurel - WSL)
Miguel Pupo (Foto: Laurent Masurel – WSL)

Ele passou a ocupar a vaga do cearense Michael Rodrigues, que perdeu logo em sua estreia no SATA Azores Pro e despencou da 12.a para 16.a posição no ranking. Agora, o brasileiro mais próximo da zona de classificação é Miguel Pupo, que saltou do 44.o para o 15.o lugar com a terceira posição conquistada na sexta-feira. O outro surfista que saiu do G-10 foi o australiano Davey Cathels, que também perdeu de cara nos Açores e caiu do 11.o para o 14.o lugar na classificação geral das 25 etapas completadas em Portugal. O WSL Qualifying Series está classificando até o 12.o colocado no momento, porque o brasileiro Filipe Toledo em sétimo lugar e o francês Jeremy Flores em oitavo, já estão garantindo suas permanências entre os 22 que são mantidos pelo ranking do WCT.

PERNA BRASILEIRA – Depois das duas etapas do QS 10000 em Portugal, a próxima batalha pelas dez vagas para a elite dos top-34 do WCT será na “perna brasileira” da WSL South America. A largada será no QS 6000 Red Nose Pro Forianópolis SC nos dias 20 a 25 de outubro na Praia do Santinho, em Florianópolis. No dia 27 começa o QS 6000 Mahalo Surf Eco Festival que vai até 1.o de novembro na Praia da Tiririca, em Itacaré. E de 2 a 9 de novembro, o QS 10000 da Praia de Maresias, em São Sebastião, fecha no litoral norte de São Paulo a última parada do WSL Qualifying Series antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, onde você pode acompanhar todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e a qualquer hora onde acontecer. As sanções da WSL são para os seguintes circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Pro Junior e Longboard. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York. A WSL também tem sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos na África, Ásia, Austrália, Europa, Havaí, América do Norte e América do Sul.

————————————————————————

Por: Surf Today / Fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

 

Sobre JR Mirabelli

Comments are closed.

Voltar ao Topo