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Karina Barone apresenta: Caio Consorte “fazendo o bem sem olhar para quem”.

Karina Barone apresenta: Caio Consorte “fazendo o bem sem olhar para quem”.

Meu nome e Caio Consorte , idade 29 anos , nascido em Indaiatuba-SP , Profissão Engenheiro Elétrico.

Ando de skate a 13 anos e surfo a 4 anos ,  países que morei : Malásia , Papua Nova Guinea , Costa do Marfin.

A historia do surf começou em 2012 quando me mudei da Malásia para a Papua Nova Guinea para Trabalhar em um projeto com a Nestlê

A vida na Papua Guinea foi muito difícil, por ser uma ilha localizada no pacifico um país de terceiro mundo com muita pobreza e pouco desenvolvimento.

Com 4 messes morando na Papua Guinea eu já não aguentava mais ficar sem poder andar de skate, pois as ruas de lá eram de terra, quase não tinha asfalto nem sequer calcadas.

Ai eu comecei a ir pro mar e vi que tinha muitas ondas, eu comprei uma prancha quando fui ao Brasil e  voltei a Papua com vontade de aprender a surfar.

Nesse tempo que eu comecei a surfar na Papua, tinha muitas crianças na ilha que também gostavam do surf e não tinham pranchas, eles faziam as pranchas dos troncos das arvores.

Era muito impressionante ver isso, porque mesmo com a prancha feita de tronco de arvore, eles conseguiam ficar em pé na prancha.

Sempre que eu chegava para o surf as crianças estavam me esperando e eu chegava com pacotes de pirulitos e balas para alegrar um pouco a vida delas.

 Eu ficava o final de semana na ilha sem água corrente e sem eletricidade e, é dessa maneira que eles vivem por lá, aí eu passei por isso também e comecei a dar valor nas pequenas coisas que a vida nos proporciona.

Com um ano de surf eu já estava com a base para dropar qualquer onda e comecei a viajar nas férias para Bali Indonésia e, eu comecei a aprender a surfar as ondas maiores no reef.

Quando voltei da viagem de Bali eu trouxe comigo 3 pranchas usadas e eu doei para as crianças da ilha na Papua, onde eu aprendi a surfar e onde eles me trataram muito bem, quando eu fiz isso, doar as pranchas eu me tornei pra eles a pessoas mais amada da ilha, todos me adoravam, inclusive os mais velhos que lá habitavam , experiencia que nunca vou esquecer.

Depois de 2 anos fui transferido para Abidjan na Costa do Marfin, quando cheguei lá fui forçado a aprender o idioma local que é o Frances, logo depois comecei a andar de skate ao redor da cidade.

Procurando picos de skate e mandando manobra pelas ruas eu chamei muito a atenção fazendo isso, pois eu era o único skatista na redondeza e, as pessoas nunca tinham visto um skate antes , foi uma experiencia incrível.

Quando eu ía aos domingos andar de skate em um dos picos logo apareciam mais de 50 crianças ao meu  redor  e ficavam impressionadas com o skate e as manobras que eu fazia.

No decorrer do ano eu viajei a Barcelona encontrei com meus amigos e expliquei como era na Africa, daí me veio a ideia de pedir um dinheiro para minha empresa pra comprar umas peças de skate para fazer um projeto social com essas crianças.

Consegui arrecadar o dinheiro e comprei varias peças de skate enviadas pela JART Skateboards, aí eu montei os skates e comecei a ensinar as crianças nos finais de semanas.

Eu nunca ganhei nada financeiramente falando em troca com isso, mais me sinto uma pessoa muito melhor por poder ajudar ao próximo e apresentar um pouco da minha cultura e, por onde quer que eu passe, eu vou sempre ajudar da maneira que eu mais gosto e que são as minhas paixões na vida, o skateboarding e o surf , andar de skate e surfar tem muitas pessoas que fazem, agora fazer a correria ajudar a quem precisa e fortalecer o próximo nas peças isso ninguém quer fazer !!! Fica a dica para alguns atletas que também podem ajudar neste sentido, Peace & Love ..  Aloha!!!

Por: Karina Barone  Surf Today  – Fonte: Caio consorte.  


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