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Mineirinho estreia batendo recordes no Hawaiian Pro.

Mineirinho estreia batendo recordes no Hawaiian Pro.

Adriano de Souza (Foto Keoki Saguibo – WSL).

O campeão mundial Adriano de Souza bateu todos os recordes do dia na bateria que fechou a quarta-feira do Hawaiian Pro na ilha de Oahu e os brasileiros se destacaram nas esquerdas de Haleiwa Beach. Mineirinho ganhou nota 9,27 na melhor onda e totalizou 16,97 pontos em sua estreia na Tríplice Coroa Havaiana de 2017 e já passou para as oitavas de final do QS 10000 de Haleiwa. Outros 21 brasileiros vão disputar vagas na terceira fase, onze que ainda vão estrear na penúltima etapa do WSL Qualifying Series e dez que se classificaram na rodada encerrada na quarta-feira, com uma dobradinha verde-amarela do catarinense Alejo Muniz com o pernambucano Luel Felipe no Havaí.

O segundo dia de competição em Haleiwa Beach também foi disputado praticamente nas esquerdas e não nas direitas que fizeram a fama da praia e só quebram quando as ondas estão maiores na ilha de Oahu. E a quarta-feira começou tão bem para o Brasil, como terminou o dia. Foram quatro vitórias nas quatro primeiras baterias com participação verde-amarela. A série começou com o paranaense Peterson Crisanto ganhando a primeira do dia e a segunda quase acaba com a primeira dobradinha brasileira. O capixaba Rafael Teixeira venceu e o paulista Flavio Nakagima passava em segundo lugar, mas o marroquino Ramzi Boukhiam tirou sua vaga na última onda que surfou na bateria.

Na seguinte, a quinta da segunda fase, o peruano Lucca Mesinas foi o segundo sul-americano a perder na quarta-feira e na sexta bateria caíram mais dois. Eram três lutando por duas vagas e o brasileiro Victor Bernardo passou em primeiro lugar, mas o peruano Miguel Tudela e o argentino Leandro Usuna foram eliminados pelo havaiano Dusty Payne. O baiano Bino Lopes manteve a invencibilidade verde-amarela duas baterias depois, contra três surfistas de outros continentes. Já o paulista Alex Ribeiro não conseguiu avançar na sua e perdeu a penúltima chance de brigar pelas últimas vagas do QS para o CT 2018.

Michael Rodrigues (Foto: Tony Heff – WSL)

VAGAS NO G-10 – Alguns envolvidos diretamente nesta batalha, estrearam nos confrontos seguintes. Na décima bateria, o último na lista dos dez indicados, Michael February, da África do Sul, foi eliminado e deixou a porta aberta para os muitos surfistas que tem chances de entrar na zona de classificação em Haleiwa Beach. Na disputa seguinte, entrou o penúltimo colocado e o cearense Michael Rodrigues avançou em segundo lugar no confronto vencido pelo americano Cam Richards, para continuar defendendo sua vaga no G-10 no Hawaiian Pro.

O paulista Deivid Silva assumiu o 21.o lugar no ranking com os títulos nas duas etapas do Brasil antes da Tríplice Coroa Havaiana, o Hang Loose São Sebastião Pro em Maresias e o Itacaré Surf Sound Festival apresentado pela South to South na Bahia. No Havaí, estreou na 12.a bateria da segunda fase e despachou dois locais da ilha de Oahu. No entanto, Deivid ainda precisa avançar mais, pois só consegue tirar a vaga do sul-africano Michael February no G-10, se chegar nas semifinais em Haleiwa.

Alejo Muniz (Foto: Keoki Saguibo – WSL)

Depois, dois passaram em segundo lugar, o carioca Lucas Silveira ganhando uma briga com o peruano Tomas Tudela e o recém-coroado campeão sul-americano de 2017 da WSL South America, Thiago Camarão. Para fechar com chave de ouro a boa participação brasileira na segunda fase, o catarinense Alejo Muniz e o pernambucano Luel Felipe fizeram a primeira dobradinha verde-amarela em Haleiwa esse ano, contra o paulista David do Carmo e o norte-americano Evan Geiselman.

TERCEIRA FASE – A terceira fase foi iniciada em seguida, mas só rolou mesmo a primeira bateria porque as condições do mar já estavam bastante deterioradas. Mesmo assim, Adriano de Souza fez a melhor apresentação do dia, batendo todos os recordes da quarta-feira com a nota 9,27 que recebeu e os 16,97 pontos que totalizou para vencer a primeira bateria classificatória para as oitavas de final do Hawaiian Pro. O uruguaio Marco Giorgi, um dos destaques da terça-feira, quase completa uma dobradinha sul-americana, mas foi barrado pelo norte-americano Griffin Colapinto, que chegou no Havaí em sétimo lugar no G-10 do QS.

Peterson Crisanto (Foto: Tony Heff – WSL)

Mineirinho já passou para as oitavas de final e outros 21 brasileiros vão disputar classificação em treze das quinze baterias da terceira fase que ficaram para abrir o próximo dia em Haleiwa Beach. A primeira chamada da quinta-feira para a estreia do paulista Caio Ibelli na segunda bateria, será as 7h00 na ilha de Oahu, 15h00 no horário de verão do Brasil. O pernambucano Ian Gouveia e o paranaense Peterson Crisanto entram na seguinte junto com o francês Joan Duru e o marroquino Ramzi Boukhiam.

Depois, o capixaba Rafael Teixeira e o catarinense Yago Dora competem sozinhos contra três surfistas de outros países na quarta e quinta baterias, antes de mais duas participações duplas consecutivas. A sexta será um confronto direto Brasil x Austrália, com o líder do ranking, Jessé Mendes, e o também paulista Victor Bernardo, enfrentando o campeão do QS no ano passado, Connor O´Leary, e Davey Cathels. Na sétima, dois paulistas da elite atual do CT, Miguel Pupo e Wiggolly Dantas, estreiam contra o francês Jorgann Couzinet e o neozelandês Ricardo Christie.

Bino Lopes (Foto: Keoki Saguibo – WSL)

Na oitava bateria, o baiano Bino Lopes será um dos adversários do atual campeão mundial John John Florence. Na décima, tem o potiguar Italo Ferreira podendo entrar no G-10 se passar essa bateria e na 11.a o catarinense Willian Cardoso começa a defender a quarta posição no ranking e a classificação para o CT 2018 também contra três estrangeiros. Já a 12.a bateria terá três brasileiros que estão na briga direta pelas últimas vagas, o décimo do ranking, Michael Rodrigues, o 21.o Deivid Silva e o 24.o Jadson André, com o australiano Adrian Buchan.

Outra participação tripla acontece no confronto seguinte, com o paulista Filipe Toledo e o catarinense Tomas Hermes, quinto colocado no G-10, estreando contra o carioca Lucas Silveira e o havaiano Imaikalani Devault. O pernambucano Luel Felipe está sozinho com três estrangeiros na 15.a bateria e na 16.a o catarinense Alejo Muniz e o paulista Thiago Camarão disputam as duas últimas vagas para as oitavas de final com os australianos Stuart Kennedy e  Wade Carmichael, que defende a nona posição no ranking do QS.

O QS 10000 Hawaiian Pro está sendo transmitido ao vivo de Haleiwa Beach pelo www.worldsurfleague.com e o fuso do horário de verão do Brasil é de 8 horas a mais do Havaí. A primeira chamada de cada dia é geralmente as 7h00, então as 15h00 em Brasília.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, promovendo os eventos que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Grant Baker, Phil Rajzman, Tory Gilkerson, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com
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Por: Surf  Today / fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

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