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Numa final brasileira Filipe Toledo vence com Italo Ferreira em segundo no Rip Curl Pro Portugal.

Numa final brasileira Filipe Toledo vence com Italo Ferreira em segundo no Rip Curl Pro Portugal.

Italo Ferreira e Filipe Toledo (Foto: Kirstin Scholtz – WSL)

Os brasileiros continuam assombrando a elite dos melhores surfistas do mundo, com uma final verde-amarela fechando o penúltimo desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour em Portugal. Com uma nota 10 logo na primeira onda que surfou, Filipe Toledo, 20 anos, conquistou sua terceira vitória no ano e assumiu a vice-liderança na corrida do título mundial, que será definido nos dias 8 a 20 de dezembro em Banzai Pipeline. O potiguar Italo Ferreira, 20, barrou Gabriel Medina no caminho até a sua primeira final em seu ano de estreia no CT e quase consegue a nota máxima também num aéreo gigante, com o placar sendo encerrado em 17,83 a 17,13 pontos. Filipe, Medina e Adriano de Souza vão disputar o título mundial no Havaí contra três australianos, Mick Fanning, Owen Wright e Julian Wilson, pois Italo não tem mais chances matemáticas de ultrapassar os 49.900 pontos do líder.

Filipe Toledo (Foto: Poullenot - WSL)
Filipe Toledo (Foto: Poullenot – WSL)

“Não tenho nem palavras, só estou muito feliz”, disse Filipe Toledo. “Eu tive duas semanas muito loucas aqui em Portugal. A França foi uma chatice pra mim, mas ter perdido cedo lá me fez pensar sobre tudo o que aconteceu e colocar minha mente no lugar certo para os resultados aparecerem. A final pra mim é a melhor bateria de todas, pois não tenho nada a perder e tento apenas surfar o meu melhor”.

E foi isso que ele fez logo na primeira onda que surfou na bateria. Filipe pegou uma boa direita e já encaixou uma manobra forte, depois emendou dois aéreos seguidos de frontside e ainda saiu massacrando a onda com batidas e rasgadas para receber nota 10 logo aos 3 minutos. Italo Ferreira também chegou perto da nota máxima, com a média 9,93 do aéreo full rotation de backside com grande amplitude que acertou. A final foi eletrizante nas direitas de Supertubos e Filipe usou os aéreos de novo para trocar o 7,33 da sua segunda nota computada por 7,83, para vencer por uma pequena vantagem de 17,83 a 17,13 pontos.

Filipe Toledo é o único que conquistou três etapas esse ano e agora assumiu a vice-liderança no ranking, ficando apenas 200 pontos abaixo do número 1 do Jeep Leaderboard, Mick Fanning. Adriano de Souza continuou com 450 pontos de diferença para o australiano, mas caiu para o terceiro lugar, seguido por Gabriel Medina e Owen Wright. A lista dos concorrentes ao título mundial de 2015 é completada por Julian Wilson, mesmo com ele caindo da quarta para a sétima posição no ranking em Portugal, atrás ainda de Italo Ferreira, que subiu do oitavo para o sexto lugar com o vice-campeonato no Moche Rip Curl Pro.

Italo Ferreira (Foto: Poullenot - WSL)
Italo Ferreira (Foto: Poullenot – WSL)

CHANCES DE TÍTULO – São quase quatro brasileiros no seleto grupo dos top-5 da World Surf League e a decisão do título promete ser emocionante no Billabong Pipe Masters em Banzai Pipeline, de 8 a 20 de dezembro no Havaí. Com sua terceira vitória no ano, Filipe Toledo já ultrapassa Mick Fanning se chegar na terceira fase e terá duas chances para isso. Mesmo que o australiano também vença uma bateria, Filipe passará a defender a ponta do ranking por já estar trocando 500 pontos do seu pior resultado pelos 1.750 da terceira fase. Esse é o descarte do australiano, que só aumenta sua pontuação – de 49.900 para 52.150 – se passar para a quarta fase.

Se um deles ou os dois venceram duas baterias em Pipeline, os australianos Owen Wright e Julian Wilson já saem da briga do título mundial, pois para eles só interessa a vitória no Bllabong Pipe Masters e Fanning e Filipe não poderão passar da terceira fase. Caso consigam, Filipe Toledo já estará na frente do ranking com 53.200 pontos e com chances de ser campeão mundial na quarta fase se Fanning não chegar nas quartas de final, Adriano de Souza não alcançar as semifinais e Gabriel Medina não vencer o Pipe Masters.

Se Filipe Toledo chegar nas quartas de final e terá duas chances para isso, acaba com a chance de Medina se tornar bicampeão mundial e poderá festejar o título de 2015 se Fanning não passar para as semifinais e Adriano de Souza não for para a grande final. Caso Filipe avance para as semifinais, Mineirinho já precisará da vitória no Havaí para superar os 55.700 que ele já somaria no ranking e Fanning teria que chegar na final.

A disputa do título entre os três primeiros colocados está tão acirrada que o campeão poderá ser definido até numa decisão do Billabong Pipe Masters entre eles. Filipe atinge 57.200 pontos se for um dos finalistas, mas, com a vitória no Havaí, Fanning alcançará 58.150 e Mineirinho seria consagrado campeão com 57.700 pontos. Então, a última etapa da temporada vai começar com o australiano na frente, mas é Filipe Toledo quem passará a defender a liderança do ranking se ele vencer uma bateria nos tubos de Banzai Pipeline.

DOMÍNIO BRASILEIRO – A final verde-amarela em Portugal comprovou mais uma vez o domínio da “seleção brasileira” do WCT contra os melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do mundo. Nas dez etapas completadas na sexta-feira em Peniche, apenas em duas finais não teve um brasileiro decidindo o título, em Fiji e na da África do Sul interrompida pelos tubarões em Jeffreys Bay. A temporada 2015 já começou com Filipe Toledo surpreendendo em Snapper Rocks com a vitória no Quiksilver Pro Gold Coast.

Ainda na Austrália, Adriano de Souza foi finalista nas outras duas etapas. Ele perdeu no desempate para Mick Fanning no Rip Curl Pro Bells Beach, mas venceu o Drug Aware Pro Margaret River para assumir a ponta do ranking. Depois, a elite da World Surf League veio para o Brasil e Filipe Toledo comandou o show nas ondas do Postinho da Barra da Tijuca para faturar o título do Oi Rio Pro com nota 10 na final como agora em Portugal.

Depois de Fiji e da África do Sul, o campeão mundial Gabriel Medina entrou em cena e chegou perto do bicampeonato no Billabong Pro Tahiti nos tubos desafiadores de Teahupoo, mas perdeu a final para o francês Jeremy Flores. Adriano de Souza ainda competiu com a lycra amarela do Jeep Leaderboard na etapa seguinte, nos Estados Unidos, mas perdeu o confronto direto pela primeira posição no ranking na decisão do Hurley Pro Trestles para Mick Fanning.

Já na “perna europeia” do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour só deu Brasil. Gabriel Medina voltou a festejar uma vitória no Quiksilver Pro France em Hossegor e em Portugal o Moche Rip Curl Pro foi encerrado com Filipe Toledo e Italo Ferreira fazendo uma final verde-amarela eletrizante em Supertubos.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, onde você pode acompanhar todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e a qualquer hora onde acontecer. As sanções da WSL são para os seguintes circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Pro Junior e Longboard. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York. A WSL também tem sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos na África, Ásia, Austrália, Europa, Havaí, América do Norte e América do Sul.

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Por: Surf Today / Fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

 

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