Principal / Dra. Adriana Rossi / Ondas que bicam, por Dra. Adriana Rossi.
Ondas que bicam, por Dra. Adriana Rossi.

Ondas que bicam, por Dra. Adriana Rossi.

Foto Mari Mirabelli Surf Today

A flexão demasiada da coluna durante a remada, comumente adotada para a prática do surf, é um dos principais fatores causadores de dores na região torácica e lombar da coluna de surfistas. Esta flexão demasiada da coluna gera um desequilíbrio do centro de gravidade, gerando sobrecargas em regiões mais sensíveis como as vértebras.

 

Quem não teve a sensação, surfando que a coluna está sendo “bicada”??Como um dos principais sintomas de quem tem osteófito é a dor, o indivíduo geralmente entra em um ciclo: os movimentos e o padrão postural acabam comprometidos, conduzindo a um desequilíbrio e fraqueza muscular por compensação e desuso, que por sua vez, intensificam os dois primeiros citados e assim por diante.
“O surfista deve trabalhar estabilidade (estabilidade antes da força), core (o centro de produção de força, geração de estabilidade e absorção de impacto do corpo) e postura, ou nunca terá controle de sua saúde lombar, e as sessões de surf se tornarão cada vez mais doloridas”
.

Os desvios na coluna acarretam muitas dores e limitações. As alterações no alinhamento da coluna são consideradas posturas viciosas e aparecem junto a movimentos cotidianos como sentar, deitar, agachar…

O osteófito, ou popularmente bico-de-papagaio, caracteriza-se por pequenas expansões ósseas originadas pela profusão progressiva do anel fibroso do disco intervertebral. Trata-se de uma reação do organismo para absorver melhor a sobrecarga da articulação sobrecarregada.
Os efeitos são agravados pela desidratação gradual do disco intervertebral, conduzindo a uma aproximação das vértebras e compressão da raiz nervosa, resultando em fortes dores, formigamentos e limitação de movimentos.

É comum que o osteófito apareça nos calcanhares, nas bordas das vértebras, geralmente na altura dos discos intervertebrais da região do pescoço, coluna torácica e lombar, porém, qualquer articulação do corpo pode ser afetada.
A causa do “bico-de-papagaio” pode ter influência da espondilose, da pré-disposição genética, da sobrecarga articular (sobrepeso e obesidade), do sedentarismo, de esforços repetitivos, de alguma anomalia na articulação (inflamação, trauma, fratura, ligamentos rompidos, etc.), desvios angulares (joelhos varo ou valgo), malformações dos quadris, ou simplesmente pela quantidade de impactos aos quais estamos sujeitos desde a infância.
Porém, é sobretudo, a adoção de posturas incorretas ao longo do tempo que leva ao aparecimento de lesões nas articulações vertebrais. Muitas vezes o problema também se instala por conseqüência de um processo de artrose.
Algumas pessoas podem não apresentar sintomas, porém, na primeira incidência de desconforto ou dores no quadril, virilha, costas, pescoço ou em outras regiões, recomenda-se a procura imediata de um ortopedista. Quando tratada corretamente e a tempo, o quadro pode apresentar queda significativa nas dores e melhora na capacidade funcional e na qualidade de vida do paciente, entretanto, sem recuperar a cartilagem perdida.Por isso, encontramos um número cada vez maior de surfistas que recorrem a fisioterapia  para tratar as dores nas costas e se beneficiar das outras vantagens que o método pode oferecer – trabalho com equilíbrio e flexibilidade, fortalecimento de coluna, braços e pernas, elementos essenciais para a boa prática do surf.O trabalho corporal pode ser direcionado para quem possui limitações físicas devido à idade. Sendo assim, o método é recomendado pelos médicos para ajudar no tratamento a determinadas dores corporais e para o fortalecimento musculoesquelético.

 

 

ext

 

Você sabe o que são osteófitos?
Também conhecido como bico de papagaio, os osteófitos são formações ósseas que crescem em torno da coluna. São decorrentes da protusão progressiva do anel fibroso do disco intervertebral dando origem à formações ósseas, agravados pela desidratação do disco causando a aproximação das vértebras comprimindo a raiz nervosa e causando as dores.
O bico de papagaio ou a osteofitose se manifesta quando os ligamentos e as cartilagens que envolvem as vértebras se calcificam, como forma de estabilizar a estrutura desgastada. O problema tem maior incidência na região lombar, mas pode atingir outras partes da coluna. As dores são causadas pela própria rigidez da coluna, na qual as vértebras afetadas pressionam nervos e músculos. Além da idade, outros fatores podem causar a formação do bico de papagaio.
Hereditariedade, má postura, obesidade, sedentarismo, fraturas e doenças reumáticas também contribuem para desgastar as articulações e levar à calcificação das vértebras. Porém, quando uma pessoa mais jovem sofre de dor nas costas, a origem do desconforto é muscular muitas vezes.
É um processo irreversível e progressivo, mas 95% dos casos são leves e têm controle mais fácil. Fisioterapia e correção postural ajudam a recuperar a estabilidade. E é aí que o Pilates pode contribuir, reestabelecendo o equilíbrio muscular, alongando e fortalecendo. O Pilates auxiliará de forma satisfatória a melhora da qualidade de vida, tornando possível a realização das atividades da vida diária tranquilamente. Os exercícios prescritos serão específicos, direcionados e adaptados de acordo com as particularidades do indivíduo, visando entre outros, fortalecimento e alongamento dos músculos, com foco especial na região afetada e no reequilíbrio dos grupos musculares.
Assim, apesar de o osteófito continuar instalado, a dor será estabilizada devido à estrutura corporal mais forte, flexível e alinhada. A melhor alternativa continua sendo a prevenção. Quanto antes incorporar novos hábitos, menores as chances de ocorrer um osteófito no futuro. E o Pilates também se mostra bastante efetivo para a prevenção.
- Veja mais em:
 http://www.esportex.com.br/portal/saude/osteofitos-o-velho-conhecido-bico-de-papagaio/#sthash.eme8wqVX.dpuf
10271573_744178935654393_2468843576656122196_n

Dra. Adriana Rossi reside em São Paulo, e tem especialização cárdio-respiratória em U.T.I e Medicina Esportiva. Seus trabalhos e investigações apontam para o maior desempenho físico de atletas profissionais e amadores na procura de um equilíbrio muscular. Menos lesões e maior desempenho na água são partes dos resultados obtidos através de diversos programas de treinamento.

 

Por: Dra. Adriana Rossi Crefito 64774  / Surf Today.

Sobre JR Mirabelli

Comments are closed.

Voltar ao Topo