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Peruano e norte-americanos brilham no QS 3000 do Chile.

Peruano e norte-americanos brilham no QS 3000 do Chile.

Skip McCullough. Foto: Rodrigo Farias Moreno

 

O indesejado vento maral que acaba com a formação dos tubos em El Gringo, entrou mais cedo na quarta-feira e o QS 3000 Maui and Sons Arica Pro Tour by Cerveza Corona & Canon teve que ser paralisado após a oitava das doze baterias programadas para o segundo dia no Chile. Foram realizadas as cinco que restavam para fechar a primeira fase e mais três da segunda, com os norte-americanos se sobressaindo com três vitórias e seis classificações. Mas, o grande destaque do dia foi o peruano Alvaro Malpartida, que se tornou o recordista absoluto do campeonato com nota 8,67 e 15,17 pontos. Foi no penúltimo confronto do dia e o evento parou quando o brasileiro Thiago Camarão ia começar a defender a liderança do ranking sul-americano da WSL South America. A sua estreia em Arica ficou para as 7h00 da quinta-feira no Chile, 8h00 no fuso horário de Brasília.

Alvaro Malpartida (Foto: Rodrigo Farias Moreno)

“Eu adoro vir aqui para Arica e acho que essa onda de El Gringo é uma das cinco melhores do mundo, certamente”, disse Alvaro Malpartida, que já fez duas finais no Chile, em 2009 e 2013. “Eu amo o perigo de surfar aqui e especialmente esses tubos incríveis. Eu tenho muito respeito por essa onda, mas muito amor também. Acho que é necessário construir uma relação com ela e com o tempo ela pode mostrar o seu lado mágico para você”.

O peruano brilhou na bateria que tinha dois surfistas que já venceram o Desafio de Arica nos tubos de El Gringo. Ele e o defensor do título, William Aliotti, que no ano passado derrotou o australiano Dean Bowen com nota 10 na bateria final. Alvaro Malpartida fez a parte dele e venceu com o maior placar do QS 3000 Maui and Sons Arica Pro Tour. Já o francês, acabou eliminado pelo brasileiro João Chianca, que totalizou 10,76 pontos para passar em segundo lugar para a terceira fase. William Aliotti só conseguiu somar 5,16 nas duas ondas computadas e terminou em terceiro lugar, com outro brasileiro, Thiago Guimarães, em quarto.

Um total de 27 surfistas de oito países competiu nas oito baterias disputadas na quarta-feira. E assim como na terça-feira, a participação norte-americana nas grandes ondas do mar difícil de El Gringo, foi a melhor pelo segundo dia consecutivo. Dos sete que tentaram classificação, apenas um foi eliminado e três deles saíram da água em primeiro lugar, Cam Richards na primeira fase e Skip McCullough e Jordy Collins nos confrontos da rodada de estreia dos cabeças de chave do Maui and Sons Arica Pro Tour.

Skip McCullough (Foto: Rodrigo Farias Moreno)

Skip McGullough só surfou duas ondas na bateria que abriu a segunda fase, mas o tubaço que completou na sua estreia em El Gringo valeu a maior nota do dia até ali – 7,33. Ela acabou garantindo a vitória por 10,16 pontos. Na briga pela segunda vaga para a terceira fase, Lucas Silveira superou o também brasileiro Raoni Monteiro e o havaiano Danny Fuller, por apenas 5,77 pontos.

“Caramba, aquele foi o melhor tubo que já peguei aqui em El Gringo”, disse Skip McCullough, que tem parentes da sua família no Peru. “Foi a primeira vez que eu consegui pegar um tubo para a esquerda desde que eu cheguei. Fazem três dias que estou procurando por eles e esse foi o primeiro que achei, então acho que o sangue sul-americano nas minhas veias me ajudou dessa vez (risos)”.

E para sacramentar o domínio norte-americano na quarta-feira, Jordy Collins fechou o dia com a terceira vitória ianque. Mas, foi nessa bateria que eles sofreram a única baixa, pois Dylan Christensen ficou em último e Peterson Crisanto avançou em segundo lugar. O número de brasileiros que competiu foi o mesmo dos Estados Unidos, no entanto apenas quatro passaram e três perderam. A única vitória verde-amarela foi conquistada por Kim Matheus no primeiro confronto do dia, contra o chileno Cristobal Montecinos e o peruano Adrian Garcia.

“Eu estava bem nervoso, porque é a minha primeira vez competindo aqui em Arica e nem surfei antes da minha bateria”, disse Kim Matheus. “Mas, eu acho que fui bem. Peguei um tubinho e depois mais uma onda para garantir o primeiro lugar e estou muito feliz por ter começado bem o campeonato. Eu usei uma prancha um pouco maior e isso ajudou para entrar nas ondas. Espero que continue assim nas próximas”.

Braiden Maither (Foto: Rodrigo Farias Moreno)

Na segunda bateria realizada na quarta-feira, Braiden Maither também conquistou a única vitória e classificação havaiana, surfando o primeiro tubaço do dia, que valeu nota 7,0. O argentino Martin Passeri passou em segundo lugar junto com ele para a segunda fase. Os outros dois havaianos que competiram no segundo dia, foram derrotados por seus adversários. Braiden terá um duro desafio em sua próxima participação, pois foi para a 13.a bateria, encabeçada por dois europeus, o ex-top da elite do CT, o espanhol Aritz Aranburu, e o português Nic Von Rupp. Além deles, ainda tem o famoso big-rider americano, Chris Ward.

“Está bem divertido o mar e parece muito com uma onda pertinho de casa no Havaí, até a entrada e saída pelas pedras é igual”, comparou Braiden Maither. “Eu não sei porque não trouxe pranchas maiores para cá, deveria, mas estou acostumado surfar com pranchas menores em ondas pesadas como essa , para ter mais agilidade dentro do tubo. Ainda bem que não estava tão grande como ontem (terça-feira) e deu tudo certo”.

Leon Landea (Foto: Rodrigo Farias Moreno)

Na lista dos surfistas que saíram do mar festejando vitórias nos tubos e El Gringo na quarta-feira, além dos três norte-americanos, do peruano Alvaro Malpartida, do brasileiro Kim Matheus e do havaiano Braiden Maither, estão o chileno Leo Landea e o australiano David Vlug, que foram os melhores nos confrontos que fecharam a primeira fase.

Em seguida, foi iniciada a rodada de estreia dos cabeças de chave e eles continuarão se apresentando na quinta-feira. Na primeira bateria do dia, as 7h00, estreia o líder do ranking sul-americano da WSL South America, Thiago Camarão, contra o também brasileiro Yagê Araujo, o argentino Nahuel Amalfitano e o chileno Ale Diaz.

O QS 3000 Maui and Sons Arica Pro Tour está sendo transmitido ao vivo dos tubos de El Gringo no Chile pelo www.worldsurfleague.com

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, promovendo os eventos que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Samsung Galaxy Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL já possui uma enorme legião de fãs apaixonados em todo o planeta que acompanha as performances dos melhores surfistas do mundo, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Grant Baker, Phil Rajzman, Tory Gilkerson, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no mais imprevisível e dinâmico campo de jogo entre todos os esportes no mundo, que é o mar.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

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Por: Surf Today / Fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

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