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Portugueses barram líderes e cinco disputarão o título mundial no Havaí.

Portugueses barram líderes e cinco disputarão o título mundial no Havaí.

Filipe Toledo (Foto: Kirstin Scholtz – WSL)

Um domingo emocionante de boas ondas e praia lotada em Supertubos, que vibrou bastante com os portugueses convidados do Moche Rip Curl Pro Portugal para competir com os melhores surfistas do mundo em Cascais. Eles barraram os líderes do ranking e a decisão do título do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015 ficou para o Havaí com cinco concorrentes. Mick Fanning perdeu para Frederico Morais e Adriano de Souza recuperaria a “lycra amarela” do Jeep Leaderboard se ganhasse o duelo seguinte, mas foi batido por Vasco Ribeiro. Agora, Gabriel Medina tem chance de até assumir a ponta do ranking com uma vitória em Portugal e Filipe Toledo pode superar Mineirinho se for o campeão. Com a derrota de Fanning, Owen Wright também continua na briga do título mundial no Havaí.

O domingo foi um longo dia de competição nas boas ondas de 4-6 pés com direitas e esquerdas proporcionando todos os tipos de manobras. Foram realizadas as cinco baterias que restavam para fechar a segunda fase, as doze da terceira e as duas primeiras da quarta fase, já valendo classificação para as quartas de final. A primeira disputa foi sensacional, com Filipe Toledo dando um show com seus aéreos para totalizar 19,00 pontos de 20 possíveis. Kolohe Andino também foi espetacular numa onda que arrancou nota 10 dos juízes para ficar em segundo com 18,00 pontos, contra 17,57 de Brett Simpson, que vinha de vitória sobre Kelly Slater na terceira fase.

“Eu levantei essa manhã me sentindo como se alguma coisa boa fosse acontecer hoje pra mim”,disse o primeiro classificado para as quartas de final do Moche Rip Curl Pro Portugal, Filipe Toledo.“Eu estava superconfiante, minhas pranchas estão muito boas, a cabeça está no lugar certo e está tudo funcionando bem. Está sendo um grande ano para mim e eu estou procurando me divertir mais surfando, sem pressões”.

Na segunda bateria classificatória para as quartas de final, que fechou o domingo em Cascais, Frederico Morais escolheu as melhores ondas para vencer mais uma, para o delírio da torcida portuguesa. Ele bateu outro campeão mundial em Supertubos, Joel Parkinson. O australiano ficou em último e a vitória foi apertada, por menos de meio ponto de diferença no placar encerrado em 14,96 a 14,50 pontos do norte-americano Nat Young.

QUEDA DOS LÍDERES – Contra Mick Fanning na terceira fase, Frederico já começou forte numa esquerda detonada com uma série de três manobras que valeram nota 9,13. O australiano pegou mais direitas e só conseguiu duas notas na casa dos 7 pontos, com o português adiando a decisão do título mundial para o Havaí. Ele já havia surpreendido quando estreou derrotando o vice-líder do ranking, Adriano de Souza. Mas, o brasileiro aproveitou a segunda chance de classificação para a terceira fase, enquanto Fanning foi eliminado em 13.o lugar e continuou com 49.900 pontos no ranking, podendo ser ultrapassado por Mineirinho e também por Gabriel Medina.

Adriano entrou para enfrentar o outro convidado português no duelo seguinte ao do australiano e já reassumiria a ponta do ranking para chegar no Havaí com a lycra amarela do Jeep Leaderboard se vencesse. Mas, a bateria foi fraca de ondas, com grandes intervalos entre as séries e Adriano não conseguiu achar as melhores que abrissem paredes mais longas para as manobras. O campeão mundial Pro Junior do ano passado, Vasco Ribeiro, não desperdiçou as chances que teve e derrotou o brasileiro por 14,36 a 11,80 pontos.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot - WSL)
Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Três baterias depis, o potiguar Italo Ferreira deu mais um passo para conquistar o prêmio “Rookie of the Year” de melhor estreante da temporada, com a vitória sobre o neozelandês Ricardo Christie por 14,17 a 12,84 pontos. E a terceira fase foi encerrada com mais um duelo brasileiro em Supertubos numa das baterias mais eletrizantes do domingo. Medina liderava até os minutos finais, quando Caio Ibelli virou o placar destruindo uma boa onda até o fim que valeu mais de 9 pontos. Mas, o campeão mundial ainda pegou uma que formou a rampa para decolar o seu aéreo full rotation para ganhar nota 9,5 e confirmar a última vaga para a quarta fase por 17,67 a 15,87 pontos.

Medina agora tem chance até de competir no Havaí com a lycra amarela de novo, como no ano passado quando se tornou o primeiro brasileiro a ser campeão mundial. Ele vai disputar a última vaga direta para as quartas de final com o potiguar Italo Ferreira e o taitiano Michel Bourez. Essa rodada de quatro baterias não é eliminatória e os dois perdedores têm uma segunda chance de classificação na quinta fase.

O Moche Rip Curl Pro está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e a primeira chamada da segunda-feira foi marcada para as 7h00 em Portugal, 4h00 da madrugada pelo fuso horário de Brasília.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, onde você pode acompanhar todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e a qualquer hora onde acontecer. As sanções da WSL são para os seguintes circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Pro Junior e Longboard. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York. A WSL também tem sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos na África, Ásia, Austrália, Europa, Havaí, América do Norte e América do Sul.

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Por: Surf Today / Fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

 

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