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Silvana Lima já está nas quartas de final e mais quatro brasileiros avançam em Trestles.

Silvana Lima já está nas quartas de final e mais quatro brasileiros avançam em Trestles.

Silvana Lima. Foto: Sean Rowland – WSL

 

A cearense Silvana Lima fez outra grande apresentação nas ondas de Lower Trestles para conquistar a primeira vaga para as quartas de final do Swatch Pro na terça-feira em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. Ela bateu a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore como na sua estreia e dessa vez fazendo novos recordes – nota 9,77 e 18,10 pontos – na etapa norte-americana do World Surf League Championship Tour. Antes, quatro brasileiros aproveitaram a segunda chance de classificação para a terceira fase do Hurley Pro, os paulistas Wiggolly Dantas e Miguel Pupo e os potiguares Italo Ferreira e Jadson André. Agora, são sete que continuam na disputa do título na Califórnia, com Adriano de Souza, Gabriel Medina e Filipe Toledo, que estrearam com vitórias no primeiro dia.

Carissa Moore (Foto: Kenneth Morris – WSL)

As meninas competiram depois das oito baterias que restavam para fechar a repescagem masculina. E elas deram um show, com a havaiana Carissa Moore arriscando um belo aéreo para vencer o primeiro duelo feminino da terça-feira nas esquerdas e direitas de Lower Trestles. Silvana Lima não competiu nesta segunda fase porque estreou com vitória sobre a própria tricampeã mundial Carissa Moore e a hexacampeã Stephanie Gilmore na quarta-feira passada. A brasileira voltou a enfrentar a australiana na abertura da terceira fase, além de outra top-5 do ranking, a francesa Johanne Defay.

Enquanto Johanne preferiu ficar mais ativa, indo em várias ondas, as duas surfistas mais experientes da elite da World Surf League escolheram ser mais seletivas. Silvana só pegou as duas que são computadas e foi precisa, pois elas abriram longas paredes para a cearense atacar os pontos críticos com uma força e velocidade impressionantes. Na primeira, ganhou nota 8,33 e a segunda foi melhor ainda e arrancou 9,77 dos juízes, que avaliaram ter sido a melhor apresentação do Swatch Pro esse ano. Com ela, Silvana Lima registrou o maior placar do campeonato, 18,10 pontos, contra 14,40 de Stephanie e 12,36 de Johanne.

Silvana Lima (Foto: Sean Rowland – WSL)

“Estou superfeliz. Minha primeira bateria já foi casca-grossa, todo mundo comentando, contra a Stephanie (Gilmore) e a Carissa (Moore), nove títulos mundiais, então já fui com tudo. Graças a Deus, eu venci e passei direto pro terceiro rounde, então isso me deu confiança para chegar logo nas quartas de final também”, disse Silvana Lima. “Estou muito feliz, consegui pegar duas ondas boas nessa bateria hoje de novo, as manobras saíram, a prancha está superboa, de cabeça estou ótima também e eu amo essa onda. Para mim é uma pista de skate de tão perfeita e estou feliz por continuar competindo nela”.

Essa foi a primeira vez que Silvana Lima chegou nas quartas de final desde a sua volta a divisão de elite da World Surf League esse ano. As duas baterias muito bem surfadas em Trestles são o reflexo do bom momento que a cearense vive depois de um início de temporada meio frustrante. Ela continua de fora da lista das dez primeiras colocadas no ranking que são mantidas no CT para o próximo ano e não entra mesmo que vença o Swatch Pro na Califórnia. No entanto, conseguiu bons resultados no WSL Qualifying Series para assumir o primeiro lugar no ranking de acesso e ir garantindo sua permanência entre as seis que se classificam para completar a elite das top-17.

Jadson Andre (Foto: Kenneth Morris – WSL)

HURLEY PRO – Na categoria masculina, dois brasileiros que também estão na zona do rebaixamento no CT, empatados em trigésimo lugar no ranking que mantém os 22 primeiros, venceram as duas baterias que abriram a terça-feira na Califórnia. O potiguar Jadson André enfrentou o local de San Clemente, Kolohe Andino, que começou melhor com uma nota 7,17 contra 5,83 do brasileiro. Mas, Jadson ficou mais ativo e na terceira onda completou um aéreo em sua combinação de manobras para ganhar nota 7,00. Ele continuou buscando trocar a mais baixa, porém só aumentou um pouquinho, de 5,83 para 5,93. Enquanto isso, o americano ficou esperando, esperando, pegando apenas mais uma onda que chegou perto da virada, recebendo 5,33 para alivio de Jadson André, que venceu por 12,93 a 12,50 pontos.

“O Kolohe (Andino) é local daqui, conhece essa onda muito bem, mas as vezes é complicado isso porque você fica na pressão”, disse Jadson André. “Eu já sabia que ele não tem um bom histórico aqui, então tentei usar tudo isso a meu favor e deu tudo certo, consegui vencer. Eu sabia que ia ser uma bateria difícil, como todas as outras, mas estou amarradão que dessa vez deu tudo certo pro meu lado”.

Miguel Pupo (Foto: Kenneth Morris – WSL)

O paulista Miguel Pupo entrou no segundo duelo do dia e novamente seu oponente largou na frente, como na bateria do Jadson. O taitiano Michel Bourez botou pressão com 7,17 e Pupo só conseguiu 5,83 em sua terceira tentativa, pois as duas primeiras foram fracas. Ele falhou de novo e Bourez aumentou a vantagem em outra onda bem surfada que valeu 6,50. Mas, Pupo enfim entra em sintonia com as séries e pega três ondas boas seguidas para mostrar o seu surfe de manobras modernas e progressivas. Ele entra na briga com nota 7,43, depois ganha 6,73 e ainda iguala o 7,17 da maior nota do taitiano, selando a vitória por 14,60 a 13,67.

“Ontem (segunda-feira) não foi legal pra mim, perdi sem ter muitas oportunidades de surfar, mas tentei levar pro lado positivo. Voltei à tarde e fiquei umas duas horas surfando, tentando aplicar um pouco de mim nas ondas e essa bateria foi um exemplo disso”, disse Miguel Pupo, que já venceu uma etapa em Trestles do QS. “Este é um evento mais do que especial pra mim. Foi minha primeira vitória como surfista profissional. Não foi nem no Brasil, foi aqui nessa onda conhecida como o skate-park do mundo, todos adoram e é um privilégio estar aqui surfando nesse lugar incrível”.

Wiggolly Dantas (Foto: Sean Rowland – WSL)

Depois das derrotas dos mais bem ranqueados para Jadson e Miguel nos dois primeiros confrontos da terça-feira, os cabeças de chave que competiam com a lycra vermelha, enfim começaram a ganhar baterias. Um deles foi o paulista Wiggolly Dantas, que começou forte com notas 6,17 e 8,67 no critério excelente dos juízes e não deu chances para o italiano Leonardo Fioravanti. A vitória foi por massacrantes 14,84 a 7,60 pontos e Wiggolly segue tentando subir no ranking, para sair da incômoda 19.a posição que chegou na Califórnia.

“Eu tentei começar com uma onda boa, porque sempre te dá mais confiança e você fica bem no restante da bateria”, disse Wiggolly Dantas. “Teve uma disputa no início ali pela prioridade (de escolha da próxima onda), mas os juízes acabaram dando pra ele, aí pensei que tudo bem, não importa, pois eu ia quebrar minha primeira onda e eles iam ter que dar a nota. Eu consegui surfar bem, soltar o meu surfe e vamos com tudo para o próximo rounde”.

Italo Ferreira (Foto: Sean Rowland – WSL)

O potiguar Italo Ferreira também começou bem e liderou toda a bateria contra o australiano Jack Freestone. Já havia sido assim quando ele estreou na segunda-feira contra o atual campeão mundial, mas o havaiano John John Florence acabou conseguindo a virada no final. O início foi o mesmo, com nota 8,5, com Italo achando uma esquerda lisa, perfeita para fazer um aéreo alto aterrissando na base, para sair fazendo manobras de borda até o fim. Quando Freestone conseguiu entrar na briga com nota 7,17, Italo respondeu com 7,43. O australiano ainda pega outra onda boa no minuto final e o drama da segunda-feira poderia se repetir, mas os juízes deram 7,57 e a vitória brasileira foi confirmada por 15,93 a 14,74 pontos.

“A bateria foi muito boa porque consegui pegar boas ondas no início e isso me deixou um pouco confortável”, disse Italo Ferreira. “Eu já comecei com um 8,5, depois sentei lá fora esperando as séries e só fui trocando notas tentando aumentar meu score e estou muito feliz por ter avançado. Ontem (segunda-feira) fiz uma bateria muito boa também e acabei perdendo no final, mas isso já é passado e agora é pensar no próximo rounde, manter a cabeça boa e pegar boas ondas para continuar passando as baterias”.

Ezekiel Lau (Foto: Sean Rowland – WSL)

Apesar das quatro vitórias, o Brasil sofreu duas baixas na terça-feira. Ao contrário de Wiggolly Dantas, que segue na briga por pontos em Trestles para sair da rabeira do G-22, o vigésimo colocado, Caio Ibelli, só conseguiu completar uma onda boa na bateria e foi batido pelo americano Kanoa Igarashi por 13,80 a 11,30 pontos. O pernambucano Ian Gouveia também perdeu, mas o havaiano Ezekiel Lau fez os recordes do dia para vencer por 16,83 a 10,50 com a nota 9,50 na melhor onda surfada na terça-feira em Lower Trestles. Os dois terminaram em 25.o lugar recebendo apenas 500 pontos e 10.000 dólares pela participação no evento.

DUELOS BRASILEIROS – Com Ian Gouveia perdendo a bateria que fechou a repescagem, sete brasileiros vão disputar a terceira fase do Hurley Pro at Trestles e dois duelos verde-amarelos acabaram sendo formados na segunda rodada eliminatória da etapa norte-americana. Ou seja, dois já têm duas chances garantidas de passar para as quartas de final, mas dois serão eliminados em 13.o lugar com apenas 1.750 pontos no ranking. Quem vencer, já soma 4.000, mais do que o dobro.

Os brasileiros vão disputar as primeiras baterias da terceira fase. O número 6 do ranking, Adriano de Souza, que já abriu o campeonato na segunda-feira, está na primeira com o australiano Josh Kerr. Na segunda, entra o potiguar Italo Ferreira com o havaiano Sebastian Zietz. E a terceira será 100% verde-amarela, entre o paulista Gabriel Medina e o potiguar Jadson André. A seguinte é encabeçada pelo português Frederico Morais e na quinta bateria tem mais um brasileiro, Wiggolly Dantas, contra o australiano Adrian Buchan.

Nos duelos seguintes, os líderes do Jeep WSL Ranking enfrentam os convidados do Hurley Pro. O sul-africano Jordy Smith faz sua segunda defesa do título da etapa norte-americana competindo de lycra amarela contra o norte-americano Evan Geiselman. O vice-líder, John John Florence, atual campeão mundial, entra depois dele com o japonês Hiroto Ohhara. E duas baterias depois acontece o outro duelo brasileiro da terceira fase, entre dois grandes amigos e jovens papais, Filipe Toledo e Miguel Pupo, na décima bateria.

O Hurley Pro at Trestles está sendo transmitido pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e no Facebook Live através da página da World Surf League no Facebook, passando ao vivo também pela ESPN+ e Globoesporte.com no Brasil, CBS Sports Network nos Estados Unidos, Fox Sports na Austrália, SKY NZ na Nova Zelândia, SFR Sports na França e em Portugal e EDGE Sports Network na China, Japão, Malásia e outros territórios asiáticos.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, promovendo os eventos que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Grant Baker, Phil Rajzman, Tory Gilkerson, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

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Por: Surf today / fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

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