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Três brasileiros estreiam com vitórias no Hurley Pro Trestles.

Três brasileiros estreiam com vitórias no Hurley Pro Trestles.

Gabriel Medina. Foto: Kenneth Morris – WSL

Depois de quatro dias de espera, o Hurley Pro at Trestles foi iniciado na segunda-feira de ondas pequenas de 2-3 pés em Lower Trestles, San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. Três brasileiros estrearam com vitórias e passaram direto para a terceira fase. Adriano de Souza ganhou a bateria brasileira que abriu a oitava etapa do World Surf League Championship Tour. Outro campeão mundial também venceu, Gabriel Medina. E Filipe Toledo fez os recordes do dia, computando a nota 9,43 da sua melhor onda no imbatível placar de 17,60 pontos. Os outros seis brasileiros terão outra chance de classificação na segunda fase.

A bateria de Filipe Toledo foi, talvez, a melhor de ondas na segunda-feira marcada por grandes intervalos entre as séries. Cinco baterias precisaram ser reiniciadas por não terem entrado nenhuma onda nos dez primeiros minutos. A última delas foi a terceira da repescagem, com a quinta que estava prevista para fechar o dia, do brasileiro Jadson André com o norte-americano Kolohe Andino, ficando para abrir a terça-feira, às 8h00 na Califórnia, meio-dia no fuso horário de Brasília, ao vivo pelo worldsurfleague.com

Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland – WSL)

Filipe abriu a bateria, mas a primeira onda do francês Joan Duru foi melhor. Ele acertou um aéreo e largou na frente com nota 6,67 contra 4,50 do brasileiro, que está competindo em casa por morar em San Clemente, onde fica a praia Lower Trestles. Filipe logo faz uma onda boa para assumir a ponta com nota 7,0, só que o italiano Leonardo Fioravanti acha duas esquerdas com paredes mais longas para fazer mais manobras e passa à frente com notas 7,27 e 7,63 seguidas. Então, o brasileiro precisou usar sua arma mortal e já voou num aéreo perfeito numa direita e seguiu variando rasgadas com batidas do seu surfe moderno até o fim para ganhar 9,43 e atingir 16,43 pontos, recordes do dia até ali.

O italiano ainda surfa outra onda muito bem, com força jogando água pra cima e recebe nota 8,23, mas ainda precisava trocar o 7,63 por 8,21 para vencer. Filipe também pega uma direita com potencial e sai massacrando os pontos mais críticos com velocidade, manda um aéreo reverse perfeito e continua manobrando na onda para aumentar seu próprio recorde para 17,60 pontos com nota 8,17. Leonardo Fioravanti ficou em segundo com 15,86, que seriam suficientes para vencer seis das sete baterias disputadas antes dessa, porém terá que encarar a repescagem junto com o francês Joan Duru, terceiro colocado com 14,07 pontos.

“Foi bem legal, mas eu estava sem surfar desde que voltei da minha viagem ao México, porque peguei uma gripe sinistra e fiquei dois dias de cama, bem mal mesmo”, contou Filipe Toledo, que vai ser papai pela segunda vez. “Só ontem (domingo), eu tive a oportunidade de pegar umas ondas num ‘secret spot’ e aí vim surfar hoje aqui com uma prancha que já estava no pé. Fiz algumas escolhas erradas na bateria, mas consegui me recuperar e sabia que tinha que tentar um aéreo alto para tirar um ‘high-score’ (nota alta). As ondas também ajudaram e graças a Deus eu consegui vencer”.

Adriano de Souza (Foto: Sean Rowland – WSL)

CAMPEÕES MUNDIAIS – Antes de Filipe Toledo fechar a participação brasileira batendo todos os recordes do Hurley Pro at Trestles, apenas os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina tinham vencido suas baterias e também passado direto para a terceira fase. O guarujaense Mineirinho dominou o confronto 100% paulista que abriu o campeonato do início ao fim. Ele aproveitou muito bem as oportunidades que teve para surfar e venceu fácil por 14,50 pontos somando notas 7,67 e 6,83. O ubatubense Wiggolly Dantas ficou em último com 6,90 nas duas ondas computadas e Miguel Pupo, de São Sebastião, em segundo com 9,67.

Assim como Filipe, o primeiro campeão mundial do Brasil, Gabriel Medina, também usou o aéreo para conquistar a segunda vitória verde-amarela da segunda-feira em Lower Trestles.  A aterrisagem que ele completou de um voo bem alto numa esquerda e a batida reverse que acertou numa direita foram as melhores manobras de Medina para vencer o sétimo confronto do dia. O norte-americano Nat Young chegou a ameaçar no final, ficando perto dos 13,67 pontos do brasileiro com os 13,03 que atingiu com a nota 6,60 da sua última onda. O australiano Adrian Buchan não conseguiu achar boas ondas e terminou em terceiro com 9,30.

“Eu senti que cometi alguns erros e o Nat (Young) quase conseguiu me vencer nas duas últimas ondas dele, mas é sempre ótimo ganhar a primeira bateria e pular direto para a terceira fase”, disse Gabriel Medina. “Eu mudo um pouco de tática quando a bateria está mais difícil, porque estamos competindo e sempre quero surfar bem, conseguir notas altas e para isso tenho os aéreos também para usar quando for preciso. É por isso que fico sempre tão sério lá fora”.

Gabriel Medina (Foto: Kenneth Morris – WSL)

JEEP WSL LEADER – Com o vice-campeonato na etapa passada, o Billabong Pro Tahiti, Medina entrou na briga pela liderança no ranking no Hurley Pro at Trestles, no entanto já estreou sem ter mais chances porque Jordy Smith tinha vencido o confronto anterior. O pernambucano Ian Gouveia era um dos adversários do sul-africano que pela primeira vez competiu com a lycra amarela do Jeep WSL Leader e defende o título da etapa norte-americana do World Surf League Championship Tour. Aliás, apenas o vice-líder John John Florence, o quinto colocado, Julian Wilson, e o sexto, Adriano de Souza, ainda podem tirar o primeiro lugar no ranking de Jordy Smith em Trestles.

Isso porque dois concorrentes foram eliminados pelos convidados desta etapa, nos confrontos da repescagem que fecharam a segunda-feira. O terceiro colocado, Matt Wilkinson, foi barrado pelo norte-americano Evan Geiselman e o quarto, Owen Wright, pelo japonês Hiroto Ohhara. Depois, mais dois cabeças de chave perderam os duelos australianos contra surfistas que só tinham vencido uma bateria nas outras sete etapas da temporada. O campeão mundial Joel Parkinson foi barrado pelo novato Ethan Ewing e Connor O´Leary foi derrotado por Josh Kerr na última bateria do dia.

SEGUNDA CHANCE – Os seis brasileiros que perderam na rodada inicial, ainda vão tentar aproveitar a segunda chance de classificação para a terceira fase na terça-feira, que promete ser de ondas melhores em Lower Trestles. O potiguar Jadson André estreou junto com o paulista Caio Ibelli na segunda bateria a entrar no mar na segunda-feira e ambos foram derrotados pelo australiano Julian Wilson. Jadson vai disputar o primeiro duelo da terça-feira com o norte-americano Kolohe Andino e Miguel Pupo entra no seguinte com o taitiano Michel Bourez.

Italo Ferreira (Foto: Kenneth Morris – WSL)

Os outros vão disputar as últimas vagas para a terceira fase. Wiggoly Dantas está na nona bateria com o italiano Leonardo Fioravanti, que deu trabalho para Gabriel Medina. Caio Ibelli entra na décima com o norte-americano Kanoa Igarashi. Na seguinte, o potiguar Italo Ferreira enfrenta o australiano Jack Freestone. E o pernambucano Ian Gouveia fecha a segunda fase com o havaiano Ezekiel Lau.

Destes, quem chegou mais perto da classificação direta para o terceiro rounde foi Italo Ferreira, que quase derrota o atual campeão mundial, John John Florence. Ele começou bem, massacrando uma onda para largar na frente com nota 8,50 e logo surfou outra boa que valeu 6,80. O havaiano reagiu numa esquerda que abriu a parede para ele apresentar seu arsenal de manobras modernas e progressivas para receber a maior nota do dia até ali, 9,07.

Italo responde finalizando com um aéreo uma boa onda que rendeu nota 7,40 para abrir 6,83 pontos de vantagem. John John chegou perto em duas tentativas, mas só conseguiu a virada na onda que pegou no último minuto e arrancou nota 7,0 para fechar o placar em 16,07 a 15,90 pontos, com o japonês Hiroto Ohhara ficando em terceiro lugar com 12,40.

John John Florence (Foto: Kenneth Morris – WSL)

“O Italo (Ferreira) é um dos surfistas que você nunca sabe o que ele vai fazer e é sempre um adversário difícil de bater”, destacou John John Florence. “Você vê ele fazendo tão bem a linha nas esquerdas que te deixa um pouco nervoso. Ainda bem que eu consegui pegar duas ondas boas na bateria, porque foi uma batalha muito dura. Este ano está sendo realmente emocionante para todos que estão no topo e precisam se superar a cada bateria. Eu só quero surfar o meu melhor e me divertir também com o que eu mais gosto de fazer”.

O Hurley Pro at Trestles está sendo transmitido pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e no Facebook Live através da página da World Surf League no Facebook, passando ao vivo também pela ESPN+ e Globoesporte.com no Brasil, CBS Sports Network nos Estados Unidos, Fox Sports na Austrália, SKY NZ na Nova Zelândia, SFR Sports na França e em Portugal e EDGE Sports Network na China, Japão, Malásia e outros territórios asiáticos.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, promovendo os eventos que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Grant Baker, Phil Rajzman, Tory Gilkerson, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

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Por: Surf Today / fonte: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

 

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